Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Entrevista/Sérgio Malheiros


postado em 24/03/2019 05:08


“Temos que quebrar o racismo estrutural”

Sérgio Malheiros reconhece as situações vividas por Diego em Verão 90, na Globo. O personagem já sofreu preconceito por ser negro e também pobre. Na trama, ainda tem de enfrentar muitos outros momentos críticos ao se relacionar com Larissa (Marina Moschen). Nesta entrevista , o ator, de 26 anos, fala da reflexão sobre o racismo e de outras questões sociais que a novela levanta.

Diego levanta, em Verão 90,  questões como racismo e o preconceito social. Como você encara a responsabilidade de tratar de temas tão importantes?
Fico muito contente por dar voz a um personagem que traz essa luta, que é a mesma que a minha. É de extrema importância levar isso, diariamente, para a casa das pessoas. O Diego é muito do bem, de bom coração, e se incomoda com as situações a que é submetido só por causa da cor. E era uma época em que o racismo foi muito pior do que hoje. Fora isso, ele também levanta a bandeira do relacionamento inter-racial.

Na trama, Diego se envolve com a Larissa. Qual a sua expectativa para esses momentos do personagem?
Eu acho que vai vir em uma hora certeira no Brasil. É para quebrar esses preconceitos mesmo, tirar esse racismo estrutural que vivemos hoje. Fico contente por levarmos essa história para a novela, pois esse é um produto que atinge muitas pessoas e vai provocar um debate interessante e necessário.

Você já foi alvo de racismo?
A fama blinda muito, mas é claro que, mesmo assim, acabamos passando por isso. A melhor reação é simplesmente estar lá, presente, e ter seu lugar de fala para quebrar cada vez mais isso. O caso mais recente foi com um priminho meu. Pedi que ele fosse comprar algo para mim em uma loja e, quando voltou, falou que os vendedores achavam que ele ia roubar alguma coisa. Ele estava bem chateado e eu também fiquei. (Estadão Conteúdo)


Publicidade