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Estado de Minas

'Diamante brasileiro'

Dividida em quatro capítulos, Elis %u2013 Viver é melhor que sonhar estreia em 8 de janeiro. Além de cenas do filme de Hugo Prata, minissérie traz novas sequências e personagens


postado em 30/12/2018 05:03

Andreia Horta protagonizou o longa Elis em 2016 e agora gravou novas cenas para a produção global (foto: André e Carioba/Divulgação)
Andreia Horta protagonizou o longa Elis em 2016 e agora gravou novas cenas para a produção global (foto: André e Carioba/Divulgação)


A minissérie Elis – Viver é melhor que sonhar retrata, em quatro capítulos, a jornada de Elis Regina, uma das maiores vozes do Brasil, a partir de 8 de janeiro, após 10 segundos para vencer, na Globo. Baseada na cinebiografia da cantora e dirigida por Hugo Prata, a produção mistura cenas do filme Elis, lançado em 2016, com material documental e novas sequências gravadas pela protagonista Andreia Horta. Sergio Guizé, como Tom Jobim; Mel Lisboa, na pele de Rita Lee; e Thelmo Fernandes, que interpreta Vinicius de Moraes; se juntam a nomes como Lúcio Mauro Filho, que deu vida a Luiz Carlos Miele no longa. Segundo o diretor, desde o início determinou-se que a proposta deveria ir além de fatiar o filme em quatro partes.

“A Elis Regina é um diamante brasileiro e merece ir para públicos cada vez maiores. Ela realmente participou da construção da cultura desse país. Quando nós fizemos o filme, não sabíamos que viraria minissérie. Então, mergulhamos naquilo e foi ótimo. O longa chegou acima da nossa expectativa. Foi uma grata surpresa esse convite”, conta Hugo Prata.

O fio condutor da minissérie é uma entrevista fictícia gravada por Elis (Andreia Horta), criada a partir de declarações reais da cantora e que seria a última, pouco antes de sua morte, em 1982. Mas também há a cena inédita de um teste que Elis fez diante de Tom Jobim (Sergio Guizé) e Vinicius de Moraes (Thelmo Fernandes) e a visita da cantora a Rita Lee na prisão, em 1976.

“Elis e Rita não se conheciam pessoalmente. Mesmo assim, ela fez questão de vê-la na cadeia e a justificativa ela dá ao marido. Acho que é uma frase que diz muito sobre quem é a Elis: ‘Uma pessoa que escreve essas coisas que essa menina escreve não pode ficar presa’. É dessa natureza a alma dela. É muito bom quando temos a possibilidade de contar a história de uma pessoa dessa magnitude”, relata o roteirista George Moura.

Para Andreia Horta, foi um susto receber a ligação de Hugo Prata convidando-a para reviver a personagem, três anos depois de rodar as cenas para o cinema. Só após pensar um pouco, ela viu que o projeto poderia realmente ser ampliado na televisão, ganhar novo público e ficar mais completo, com outras sequências e depoimentos.

“Quando o Hugo me ligou dizendo que nós faríamos algumas outras cenas, falei: ‘Não, essa ideia não é boa. Nada a ver. Três anos depois, não tem como’, mas acabei achando maravilhoso. Pensei: já que estavam batendo na minha porta, não poderia recusar o convite. É ótimo colocar esse projeto em uma plataforma que distribui para o país inteiro e para o exterior”, analisa Andreia.

Também não é a primeira vez que Mel Lisboa interpreta Rita Lee. A atriz deu vida à cantora no musical Rita Lee mora ao lado e conseguiu abordar outros aspectos da personagem nesse projeto. De acordo com ela, no teatro, a personagem era solar mesmo nos momentos mais tristes. Enquanto isso, a Rita da minissérie está em uma situação de fragilidade.

“Era um musical, então tinha uma coisa muito pra cima. Na minissérie, Rita tinha sido presa e a Elis vai à cadeia atrás dela, querendo ajudar. E Rita está acuada, com medo. Foi uma experiência nova para mim: fazer a mesma personagem, mas em situações diferentes”, ressalta Mel.



MOMENTO MÁGICO

Enquanto isso, Lúcio Mauro Filho vê a oportunidade de interpretar Luiz Carlos Miele no filme e em Elis – Viver é melhor que sonhar como uma homenagem ao amigo, que faleceu em 2015. E também como um trabalho que fez os diretores e produtores de elenco perceberem que ele pode viver personagens com perfis diferentes do Tuco, de A grande família.

“Digo que esse episódio é muito importante no filme da minha vida. O Miele não conseguiu ver o resultado, mas deu tempo dele ir lá, no último dia do set de filmagem, no Beco das Garrafas (no Rio de Janeiro), se tremendo todo e chamando a Andreia de Lilica (apelido de Elis). Foi um momento muito mágico. A gente sequer poderia imaginar que era a última vez que estávamos encontrando o Miele, que partiu 30 dias depois”, lembra. (Estadão Conteúdo)


"A Elis Regina merece ir para públicos cada vez maiores. Ela realmente participou da construção da cultura desse país"

. Hugo Prata, diretor


"Quando o Hugo me ligou dizendo que nós faríamos algumas outras cenas, falei: ‘Não, essa ideia não é boa’... mas acabei achando maravilhoso"

. Andreia Horta, atriz


"Elis e Rita não se conheciam pessoalmente. Mesmo assim, ela fez questão de vê-la na cadeia.... É dessa natureza a alma dela. É muito bom quando temos a possibilidade de contar a história de uma pessoa dessa magnitude"

. George Moura, roteirista


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