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Estado de Minas GOLPE VIRTUAL

Golpistas usam Instagram para enviar ofertas falsas; veja como se proteger

Especialista dá dicas de como identificar perfis falsos e como agir em situações de golpe


20/05/2022 12:40 - atualizado 20/05/2022 13:12

Instagram
Instagram é utilizado como meio para golpes (foto: Pixabay/Reprodução )
Com mais de 1 bilhão de usuários ativos ao redor do mundo, o Instagram é considerado uma ótima ferramenta para anunciar  serviços e produtos à venda. Contudo, os usuários têm que ficar atentos aos possíveis golpes.

É cada vez mais comum na rede social que golpistas utilizEm do espaço para anunciar ofertas falsas, que podem levar a roubo de dinheiro, dados, entre outras  ameaças.

De acordo com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), um dos crimes cibernéticos que mais tem crescido nos últimos tempos é a de anúncios falsos através do Instagram. O órgão pede atenção à população visto que o crime está aumentando exponencialmente e causando prejuízos às pessoas.

Com o crescimento dos golpes é preciso que os consumidores fiquem cada vez mais atentos a promoções vantajosas demais ou perfis suspeitos nas redes sociais. Para a Advogada especializada em dos Consumidores, Daniele Avelar, a população tem que se atentar a propostas benéficas em excesso. 

“É aquele velho ditado: ‘Quando a esmola é demais, o santo desconfia’. Toda vez que a proposta for oferecida com muita facilidade como de empréstimos, limpar o nome, o consumidor tem que prestar atenção. Ninguém no universo do consumo sai dando nada para ninguém de graça, tudo que é vantajoso demais tem um porém por trás. Pode ser uma fraude, uma promoção que não é promoção”, destaca a advogada.

Dicas para evitar golpes

Para a especialista, o cuidado nas redes sociais tem que ser redobrado. Algumas dicas que podem evitar esses golpes no Instagram, de acordo com a advogada, é sempre checar o máximo de informações que você tiver daquele perfil. 

"Existe imagem de perfil? O usuário tem seguidores? Porque se ele segue pessoas, mas não tem seguidores, é importante prestar atenção. Se segue em excesso e ninguém segue, também é uma suspeita", indica Daniele.

Outras dicas que a advogada destaca é observar se o usuário não possui postagens ou apenas publicações e comentários genéricos. Além disso, verificar se o perfil usa imagem de outras pessoas. 

A especialista também alerta para perfis que tentam passar confiança através de mensagens. Daniele aponta que este tipo de perfil pode ser de "robôs", tentando gerar uma interação através de comentários e likes, para que assim você siga e acompanhe a conta. Ela alerta que geralmente esses comentários tendem a ser genéricos.

"Você entra no perfil e vê que tem algo estranho. Não tem engajamento. Também preste atenção em contas que foram criadas recentemente. Se o perfil tem postagem de várias pessoas, cada hora uma pessoa", pontua.

Daniele ressalta que os consumidores têm que ficar desconfiados de preços vantajosos demais em itens de valores mais altos. O barato, no fim das contas, pode sair bem caro para o bolso do consumidor. “Se tem ofertas muito exageradas. Um Rayban, iPhone com valores muito abaixo do mercado”, aponta a advogada sobre características suspeitas.

Cai no golpe virtual, o que fazer?

Cada crime cibernético tem sua particularidade, sendo necessário consultar um especialista para cada caso. No caso do Instagram, a advogada aponta que, dependendo do tipo do golpe, o consumidor tem que acionar uma Delegacia Especializada em Crimes Virtuais e Cibernéticos. 

Contudo, ela ressalta que em algumas ocasiões é possível fazer a denúncia em uma Delegacia de Relações de Consumo ou na Delegacia da Polícia Civil, em casos de cidades em que não haja as outras duas alternativas.

A especialista esclarece que na situação, o consumidor não precisa buscar apenas o golpista, uma vez que o meio onde o golpe foi realizado também pode ser responsabilizado. 

"Embora muitas pessoas não saibam, as relações realizadas dentro do universo das redes sociais, na maior parte das vezes são consideradas relações consumeristas. O intermediário dessa relação, que pode ser o Instagram, WhatsApp, Facebook, é um responsável pelo que acontece ali no ambiente virtual", explica.


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