Publicidade

Estado de Minas MERCADO

Por que Google quer cortar salário de funcionários que trabalharem de casa

O empresa de tecnologia desenvolveu uma calculadora que permite que suas equipes avaliem os impactos do trabalho remoto em sua remuneração


11/08/2021 16:18 - atualizado 11/08/2021 17:06

Google diz que remuneração sempre variou de acordo com local onde funcionários trabalham(foto: Getty Images)
Google diz que remuneração sempre variou de acordo com local onde funcionários trabalham (foto: Getty Images)

Os funcionários do Google nos Estados Unidos que optarem por trabalhar em casa permanentemente podem ter um corte de salário.

 

 

 

A empresa da tecnologia desenvolveu uma calculadora que permite aos funcionários ver os impactos do trabalho remoto no seu pagamento. Alguns funcionários, especialmente aqueles com um trajeto longo até o trabalho, podem ter seu pagamento reduzido mesmo sem se mudar de onde moram.

Funcionários de muitas empresas demonstraram durante a pandemia de covid-19 que trabalhar de casa permanentemente é viável.

Muitas companhias ainda estão avaliando como será o regime de expediente de seus funcionários conforme a pandemia melhore, mesmo enquanto países continuem a lutar contra a variante Delta da doença.

Algumas empresas do Vale do Silício, como é conhecida a região do país que reúne muitos negócios de tecnologia, desejam trazer seus funcionários de volta para os escritórios e estão experimentando diferentes formas de remuneração.

Grandes companhias de tecnologia, incluindo Microsoft, Facebook e Twitter, oferecem salários menores para funcionários que moram em locais onde é mais barato morar. Mas empresas menores, como Reddit e Zillow, disseram que pagarão o mesmo, não importa onde os funcionários estejam baseados, dizendo que isso melhora a diversidade da equipe.

Um porta-voz do Google disse que os pacotes de remuneração da empresa sempre foram determinados pelo local onde o funcionário trabalha.

"Nossa calculadora foi desenvolvida para ajudar os funcionários a tomarem decisões informadas sobre a cidade ou Estado em que trabalham e qual será o impacto sobre a remuneração caso optem por se mudar ou trabalhar remotamente."

Modelos híbridos


Enquanto algumas empresas testam novos regimes de trabalho, outras querem seus funcionários de volta aos escritórios(foto: Getty Images)
Enquanto algumas empresas testam novos regimes de trabalho, outras querem seus funcionários de volta aos escritórios (foto: Getty Images)

Um funcionário do Google que faz um trajeto de duas horas até o trabalho disse à agência Reuters que pode ter um corte de 10% no pagamento por escolher trabalhar de casa em tempo integral.

"É um corte maior do que o que recebi na minha promoção mais recente", disse o funcionário. "Não fiz todo esse trabalho duro para ser promovido e, em seguida, ter uma redução no pagamento."

Jake Rosenfeld, professor de Sociologia da Universidade de Washington em St. Louis, defende que o Google não precisaria fazer isso. "O Google sempre pagou a esses funcionários 100% de seu salário anterior. Portanto, não é como se não pudesse pagar o mesmo aos que optam por trabalhar remotamente."

Um funcionário do Google em Stamford, no Estado de Connecticut, que fica a uma hora de distância de Nova York de trem, disse que receberia 15% menos trabalhando remotamente.

O Google disse que não alterará o pagamento dos funcionários se eles trabalharem remotamente na mesma cidade onde estão baseados.

Algumas empresas, como a companhia de tecnologia Cisco, implementaram um plano de trabalho híbrido que não determina a frequência com que os funcionários vão ao escritório. A Cisco disse esperar que menos de um quarto de sua força de trabalho deseje estar no escritório três ou mais dias por semana.

Mas outras empresas, como a Goldman Sachs, querem que os trabalhadores voltem aos escritórios. O presidente do banco de investimento, David Solomon, disse em fevereiro que trabalhar em casa era "uma aberração" e não "o novo normal".

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade