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Estado de Minas

Entenda a anatomia do smartphone e saiba como usar o aparelho

Gigahertz, megapixels e gigabytes. Esses "palavrões" aparecem em todos os celulares e confundem a cabeça dos consumidores. Entenda o que representam para o aparelho


postado em 10/10/2013 10:00 / atualizado em 10/10/2013 11:25

Os novos Galaxy Round, da Samsung, e o iPhone 5S, da Apple (foto: AFP PHOTO / JUNG YEON-JE / AFP PHOTO/GLENN CHAPMAN )
Os novos Galaxy Round, da Samsung, e o iPhone 5S, da Apple (foto: AFP PHOTO / JUNG YEON-JE / AFP PHOTO/GLENN CHAPMAN )
Os telefones inteligentes já são a maioria dos celulares vendidos no Brasil. Segundo a IDC, empresa especializada em pesquisas na área de tecnologia, a venda dessa categoria superou os aparelhos tradicionais e já representa 54% do mercado de telefonia móvel no país. E o eletrônico que servia para fazer ligações ganhou muito mais funções e tornou-se — basicamente — um computador de mão. As novidades são tantas que muitos usuários passaram a desconhecer todos os recursos que estão nas fichas técnicas dos dispositivos. Assim, o Informátic@ traz um esquema para explicar um pouco melhor os componentes do seu celular e a melhor forma de utilizá-los.

Memórias – os pensamentos
Além de processar as informações, é preciso que o aparelho guarde os dados usados. E, para isso, são precisos duas memórias diferentes. A de armazenamento é na qual arquivos, aplicativos, músicas, fotos e demais informações são mantidas. Atualmente, os smartphones contam com capacidades que vão de 4GB a 16GB, mas a maioria pode ter esse valor aumentado com cartões — alguns não contam com essa entrada, como os iPhones.  Já a memória RAM é uma espécie de lembrança recente, responsável pelo programa que está sendo executado no momento. Quanto maior, mais vai ajudar na velocidade e no desempenho. Os aparelhos avançados contam com até 2GB.

Câmera – o olho
Um dos componentes mais apreciados pelos novos usuários de celulares são as câmeras. O principal dado relacionado a elas é o número de megapixels (MP). Um pixel é a menor unidade de imagem, uma espécie de ponto. Assim, 5MP é capaz de colocar 5 milhões desses na tela. No entanto, só isso não basta. É importante também prestar atenção na qualidade das lentes. No momento da foto, elas e os sensores traduzem a cena. Quanto melhor, mais distinguem as diferenças entre cores e luzes, criando uma imagem com melhor resolução. Outra tendência dos novos celulares é a possibilidade de gravar vídeos em Full HD. Isso significa que as imagens capturadas estão de acordo com a quantidade máxima de pixels, chamada alta definição, o que garante nitidez.

Sistemas operacionais – o sangue
Assim como os computadores, os smartphones contam com sistemas operacionais capazes de organizar programas e aplicativos, além de gerenciar as atividades executadas. No Brasil, o mais utilizado é o Android, que tem como diferencial o fato de ser aberto, o que possibilita modificações e se adapta a diferentes aparelhos. O maior concorrente é o iOS, da Apple, usado nos iPhones e também nos tablets da empresa. O sistema fechado costuma ser elogiado pela facilidade de manuseio e pela variedade de aplicativos disponíveis para download. Além das duas líderes de mercado, outra plataforma que aos poucos tem crescido é o Windows Phone, da gigante da computação Microsoft. Para completar a lista, a BlackBerry tem o BB 10, considerado um dos mais seguros do mercado.


Processador – o cérebro
As primeiras informações dos celulares são referentes ao processador. Um dos valores mostrados é a chamada velocidade de clock, expressa pela medida GHz. O professor de ciências da computação Jorge Fernandes explica que o processador é “como um tambor” e, quanto mais vezes ele é batido, maior costuma ser a velocidade. “Por exemplo, 1,2GHz equivale a 1,2 bilhões de pulsos por segundo.” Outro dado que costuma ser explicitado é a quantidade de núcleos do processador. Os chips dual-core, por exemplo, contam com dois. “Eles permitem ao aparelho executar mais de uma função ao mesmo tempo”. Assim, um maior número deles tende a diminuir os travamentos.

Bateria – o coração
Para aguentar as várias funções, os celulares precisam de mais energia. Para isso, as fabricantes buscam baterias de maior capacidade e durabilidade. Antigamente, elas eram feitas basicamente de níquel. Esse metal tinha a propriedade chamada memória de carregamento, ou seja, era preciso esperar a recarga completa do aparelho para que não viciasse. Hoje em dia, praticamente todos os smartphones contam com baterias de íon lítio e não viciam de forma alguma — mas podem perder capacidade de armazenamento com o decorrer do tempo. Então, pode ficar tranquilo em tirar o celular da tomada antes de carregar por completo. Apesar dessa conquista, muitos criticam a duração dela. Isso porque os dispositivos gastam muito mais energia que há alguns anos, principalmente por causa das telas
coloridas e luminosas.

Tela – a pele
Atualmente, o tipo comum de tela é a capacitiva, em que há uma camada de óxido carregado entre duas lâminas. Ao tocar o dedo, há uma troca de elétrons que é traduzido em comando pelo aparelho. Essa tecnologia permite o multitoque e costuma ser mais sensível e agradável. As telas do tipo Amoled ou Super Amoled contam com camadas sensíveis e costumam apresentar cores vivas e grande contraste, sendo ideal para jogos e vídeos. Outra tecnologia recente é a de Super LCD, semelhante à Amoled, mas com mais brilho, o que ajuda em ambientes externos com muita luminosidade, além de consumir menos energia. A Retina, usada pela Apple nas últimas versões do iPhone e do iPad, concentra muitos pixels em uma pequena área. A resolução desse modelo é impressionante.


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