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Estado de Minas AMÉRICA

Titular absoluto na 'era Lisca', Alê perde espaço com Mancini no América

Peça importante no vice da Série B, meio-campista agora é reserva


23/07/2021 07:30 - atualizado 23/07/2021 07:36

Alê perdeu titularidade no América com chegada de Mancini(foto: Divulgação/América)
Alê perdeu titularidade no América com chegada de Mancini (foto: Divulgação/América)
Peça importante no vice da Série B do Campeonato Brasileiro em 2020, o meia Alê, do América, perdeu espaço com a chegada do técnico Vagner Mancini. Titular absoluto na 'era Lisca', o atleta foi reserva em todas as partidas sob o comando do novo treinador do Coelho.

Jogador de estilo 'cadenciado' e bom passe, Alê foi uma das engrenagens do histórico América de Lisca - vice-campeão da Série B e, de forma inédita, semifinalista da Copa do Brasil. No time comandado pelo gaúcho, o meia também tinha importante papel defensivo, contribuindo na marcação alta e incomodando as saídas de bola adversárias.
 
Na campanha que garantiu o acesso à Série A, Alê foi, ao lado de Juninho, o segundo jogador com mais partidas disputadas (33). Ele ficou atrás apenas do zagueiro Messias, hoje atleta do Ceará, no quesito (36). Ao lado de Rodolfo, o meia foi o líder de assistências do Coelho na competição, com quatro passes para gol.
 
Já na temporada 2021, Alê atuou em todas as partidas do América com Lisca. Ao todo, foram 22 embates - 21 como titular. Após o pedido de demissão do gaúcho, o auxiliar fixo Cauan de Almeida comandou o Coelho interinamente em dois compromissos, contra Cuiabá e Palmeiras, pelo Brasileirão, e Alê também fez parte do '11 inicial' nesses dois jogos.

No entanto, com a chegada de Mancini, a situação do experiente jogador de 31 anos mudou completamente. Ele foi reserva em todos os sete confrontos em que o treinador de 54 anos dirigiu o América. Para além disso, foi acionado saindo do banco em apenas dois jogos - na vitória sobre o Bahia por 4 a 3, na 8ª rodada, e na derrota por 4 a 0 para o Fortaleza, pela 10ª rodada.

Um fator que pode ajudar a explicar a ida de Alê para o banco de reservas está relacionado à velocidade. O América, com Mancini, é uma equipe que preza por transições rápidas, que exigem que os atletas ataquem o mais rapidamente a profundidade após a retomada da bola. Neste sentido, por ser um jogador de características mais associadas ao passe, visão de jogo e habilidade em espaços curtos, Alê não tem seu melhor desempenho favorecido pelo novo contexto.
 
O meia deve voltar a compor o banco do Coelho às 17h deste sábado (24), diante do Grêmio, em partida válida pela 13ª rodada do Brasileirão. As equipes medirão forças na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

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