Publicidade

Estado de Minas FUTEBOL MINEIRO

Fatura dobrada pelo vandalismo

STJD impõe mais três jogos ao Cruzeiro com portões fechados por confusões da torcida. Punição chega a cinco partidas


postado em 10/06/2020 04:00

 Quebra-quebra que selou o rebaixamento à Série B, contra o Palmeiras, rendeu a punição mais severa à Raposa(foto: alexandre guzanshe/EM/D.A Press %u2013 8/12/19)
Quebra-quebra que selou o rebaixamento à Série B, contra o Palmeiras, rendeu a punição mais severa à Raposa (foto: alexandre guzanshe/EM/D.A Press %u2013 8/12/19)



As confusões provocadas pelos torcedores do Cruzeiro na reta final do Campeonato Brasileiro de 2019 vão custar cinco partidas de portões fechados como mandante em competição nacional. O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) confirmou ontem a manutenção da punição de três jogos sem torcida pelos incidentes no duelo diante do Palmeiras, em dezembro de 2019, pela última rodada do Brasileiro. A derrota celeste por 2 a 0 selou o rebaixamento do clube à Série B e foi cercada de brigas e quebra-quebra nas arquibancadas.

Como já havia sido punido em última instância pelos incidentes em duelos diante de Atlético e CSA, também pela Série A, o Cruzeiro precisará cumprir cinco compromissos com portões fechados. Não há necessidade de distância mínima da cidade-sede, o que significa que poderá utilizar o Mineirão ou o Independência. Em um deles, o clube precisará estampar uma faixa nas arquibancadas informando o motivo da decisão. Pelos problemas no duelo diante do Palmeiras ainda há uma multa de R$ 50 mil. Por norma do STJD, duelos que tiverem portões fechados por causa da pandemia de coronavírus não podem ser incluídos.

No julgamento, realizado por videoconferência, o presidente do STJD, Paulo César Salomão Filho, chamou a atenção ao classificar o episódio no Mineirão como “um dos casos mais graves do século”. E acrescentou: “A postura da diretoria nesse episódio foi lamentável. A tragédia poderia ser maior, mas também poderia ser evitada. A diretoria não pensou nos torcedores e na segurança. Guerra campal e uma partida que não acabou. Fico tranquilo em aplicar essa penalidade. Tragédia anunciada e estava claro para todos nós”, disse.


ELENCO PERDERÁ ATÉ OITO JOGADORES


Diretor de futebol do Cruzeiro, Ricardo Drubscky admitiu que o técnico Enderson Moreira espera trabalhar com 28 a 30 jogadores no elenco para a sequência da temporada. Como o clube já tem 33 e ainda pretende contratar pelo menos três atletas, há planos para realocar até nove peças em novos clubes. Outros poderão também voltar às categorias de base.

A conta foi feita pelo dirigente durante participação no canal Somos gigantes, administrado por torcedores. “Para chegar a 28, 30 jogadores no elenco, se já temos 34 (33, na verdade) e vamos trazer três, eu não preciso ser matemático, e nem o torcedor, que vamos tentar realocar alguns jogadores, vai criar argumentos”, disse.

Nas últimas semanas, o Cruzeiro informou as dispensas do lateral-direito Edilson e do meio-campista Robinho. Além disso, anunciou o retorno de quatro jogadores para as categorias de base: o zagueiro Paulo, o lateral-direito Valdir e os atacantes Alexandre Jesus e Caio Rosa.

Quanto ao zagueiro Dedé, que integra a lista, ainda não há uma decisão tomada. O jogador está no Rio de Janeiro, onde se recupera de cirurgia no joelho realizada no início de março.


*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade