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Estado de Minas PAN-AMERICANO DE LIMA

Brasil rompe a casa dos 100

Com medalhas no hipismo, na natação, no atletismo, no ciclismo e no tênis de mesa, país ultrapassa a contagem centenária e se afirma em segundo lugar no quadro geral


postado em 08/08/2019 04:00

Quarteto brasileiro que conquistou o ouro na prova de salto do hipismo também garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio(foto: Alexandre Loureiro/COB)
Quarteto brasileiro que conquistou o ouro na prova de salto do hipismo também garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio (foto: Alexandre Loureiro/COB)


O Brasil superou a contagem centenária no quadro geral de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Lima. Com bom desempenho sobretudo no atletismo e novamente nas piscinas, encerrou o dia de ontem com 31 ouros, 26 pratas e 45 bronzes, total de 102 pódios.

O nadador minas-tenista Fernando Scheffer garantiu sua segunda medalha no Pan ao bater em primeiro nos 200m livre, que teve dobradinha brasileira, já que a prata ficou com Breno Correia. Outro bom resultado foi a segunda colocação no revezamento 4x100m livre misto, na equipe que teve Breno Correia, Marcelo Chierighini, Larissa Oliveira e Etiene Medeiros. Larissa, inclusive, ainda foi bronze nos 200m livre. 

Ouros especiais também no tênis de mesa e no hipismo. A equipe brasileira fez valer sua tradição na prova do salto e sagrou-se campeã pan-americana pela sexta vez. Foi a 14ª vez na história dos Jogos que o Brasil garantiu pódio nessa competição. O quarteto composto por Marlon Modolo Zanotelli, Eduardo Menezes, Rodrigo Lambre e Pedro Veniss faturou, além do ouro, a classificação para a Olimpíada de Tóquio’ 2020.

O título foi assegurado na segunda e decisiva rodada, quando o Brasil perdeu apenas 12,39 pontos, abrindo boa vantagem para os Estados Unidos, com 23,09 pontos perdidos. O México, com 23,87, completou o pódio.

A prova ainda foi classificatória para a final individual do salto, amanhã, e três brasileiros se credenciaram: Veniss, que avançou na primeira posição; Lambre, em terceiro; e Zanotelli, em quinto.

Foi a quarta medalha do hipismo brasileiro no Pan de Lima. A equipe do adestramento foi bronze, enquanto o time do Concurso Completo de Equitação (CCE) levou a prata, com ambos obtendo vagas olímpicas. Carlos Parro ficou na segunda posição no evento individual do CCE.

Hoje, Ruy Fonseca, que integrou a equipe de CCE do Brasil no Peru, será operado em BH, para se tratar das lesões provocadas pela queda sofrida no sábado, durante prova de cross-country –  ele fraturou três costelas e o úmero proximal do braço esquerdo ao ser atingido por seu cavalo (que pesa entre 550kg e 600Kg), que tropeçou em um dos obstáculos e caiu. Ruy terá o ombro esquerdo operado pelos cirurgiões Robinson Esteves e Ildeu Almeida, às 13h, no Hospital Felício Rocho.

No tênis de mesa, Hugo Calderano, sexto no ranking mundial, sagrou-se bicampeão pan-americano no individual e também garantiu sua vaga em Tóquio.

Emoção

 
Naquela que é considerada uma das provas de velocidade mais nobres do atletismo, Paulo André levou a prata nos 100m rasos, ficando atrás do norte-americano Michael Rodgers. Já Vitória Rosa foi bronze no feminino.

Paulo André marcou 10s16, não conseguindo superar a barreira histórica dos 10 segundos para um brasileiro, recorde de Robson Caetano que dura mais de 30 anos. “Derrubar a barreira dos 10 segundos é um dos meus objetivos. Toda prova que entro é para fazer essa marca. Querendo ou não, deixou de ser um sonho e é uma realidade. Não deu desta vez, mas vou continuar treinando para batê-la”, disse Paulo André, que espera ajudar sua equipe a quebrar o recorde sul-americano no revezamento 4 x 100m rasos.

Vitória Rosa ficou satisfeita com a terceira colocação, com o tempo de 11s30, mas projeta baixar a marca. “Estou feliz pelo resultado, mas sei que posso chegar ainda mais longe”, avisou a carioca.

Um dos nomes mais importantes da equipe de atletismo do Brasil confirmou seu favoritismo: Darlan Romani, que ficou com o ouro no arremesso de peso. O detalhe é que todas as seis tentativas dele garantiriam o primero lugar.

O cliclismo brasileiro também faz bonito em Lima. Em todas as provas da modalidade o país subiu ao pódio: no Moutain Bike, Henrique Avancini foi prata e Jaqueline Mourão, bronze; na pista, a equipe masculina ficou com o bronze na prova de velocidade e, ontem, Magno Nazaret foi prata no contrarrelógio do ciclismo de estrada.

Os fortes ventos exigiram muita concentração dos atletas, que tiveram o desempenho prejudicado no Circuito San Miguel. O sul-mato-grossense de Dourados, estreante em Pans, comemorou o segundo lugar. “É uma sensação muito boa, de dever cumprido e satisfação imensa de representar o Brasil”, disse o ciclista, de 33 anos, que esteve nos Jogos Olímpicos de Londres’2012, mas ficou fora do Pan de 2015 e dos Jogos do Rio’2016.
 


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