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Estado de Minas

2014, 2015, 2018... Nova festa argentina no Mineirão

Com uma vitória nos últimos 16 jogos e há seis sem marcar gols, Cruzeiro cai diante do River nos pênaltis e amarga a quarta desclassificação seguida para os hermanos na Libertadores


postado em 31/07/2019 04:10

O capitão celeste Henrique cobrou o primeiro pênalti e o goleiro Armani defendeu. O atacante David perdeu outro(foto: Fotos: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
O capitão celeste Henrique cobrou o primeiro pênalti e o goleiro Armani defendeu. O atacante David perdeu outro (foto: Fotos: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)


A temporada do Cruzeiro continua com altos e baixos. Se teve começo muito bom, conquistando o título mineiro, caiu de produção desde então. Pode ter passado para as semifinais da Copa do Brasil eliminando o rival Atlético, mas vem sofrendo muito no Campeonato Brasileiro. Ontem, a eliminação nas oitavas de final da Copa Libertadores, para o River Plate, nos pênaltis, depois de empate sem gols no tempo regulamentar, no Mineirão, é mais um tropeço na caminhada.

Parte dos mais de 55 mil torcedores que foram ao Gigante da Pampulha aplaudiu a equipe, que perdeu por 4 a 2 nas cobranças de pênalti – Henrique e David pararam em Armani. Já outros se irritaram com a falta de contundência do time. Foi o sexto jogo seguido sem marcar gol, a pior seca da história celeste. E apenas uma vitória nos últimos 16 jogos.

Muito pouco para quem sonhava em reconquistar a América. Ainda mais diante do atual campeão continental, este, sim, com postura ofensiva mesmo longe de Buenos Aires e desfalcado de alguns jogadores importantes, como o zagueiro Pinola.

Agora, não há nem tempo para lamentar. Domingo, já tem ninguém menos que o Galo pela frente, pela 13ª rodada do Brasileiro. E na quarta-feira que vem, recebe o Internacional, no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil

“Estamos jogando para ganhar de 1 a 0, para passar de fase, principalmente em mata-matas. E estamos poupando todo mundo no Brasileiro. Então é natural sofrer. No último jogo, a gente jogou com oito moleques, que têm qualidade e personalidade, mas sem treinar com a gente. Então é normal sentir dificuldade. As características são de criar pouco e matar o jogo, pois os jogadores lá na frente são rápidos e fortes”, afirmou o atacante Fred, que, desde a parada para a Copa América, só é titular quando o time alternativo é escalado, como na derrota por 2 a 0 para o Athletico, no último fim de semana, pelo Nacional.

O esquema citado pelo camisa 9, que é o artilheiro da equipe na temporada com 16 gols, deu certo nos 3 a 0 sobre o Atlético, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Porém, não foi tão bem na volta e nem nos dois jogos contra os argentinos.

No jogo de ontem, o técnico Mano Menezes repetiu a equipe que fez a maior parte do segundo tempo em Buenos Aires e até teve chances de ganhar a partida. Porém, voltou a sofrer na etapa inicial, quando viu os adversários começarem melhor, ainda que tenha tido boa chance de marcar aos 15min, em lance em que Pedro Rocha conseguiu finalizar, mas o goleiro Armani desviou, com a bola ainda batendo no travessão antes de Lucas Romero pegar o rebote e mandar para fora, com perigo, levantando a torcida celeste.

Três minutos depois, aproveitando saída de bola errada de Egídio, o River quase marcou com Borré, que chutou em cima de Fábio. Na sequência, Nacho Fernández assustou em chute rente à trave. Com o passar do tempo o ritmo caiu um pouco, mas ambas as equipes continuaram tentando o ataque.

Os argentinos voltaram do intervalo com o armador Palácios no lugar do volante Ponzio. Mano Menezes igualou aos 14min, colocando o armador Robinho no lugar do volante Ariel Cabral e fazendo a torcida acordar e fazer bela festa com luzes dos celulares.

Mas chance mesmo a Raposa só criou aos 28min, em bom chute da entrada da área de Thiago Neves.  A resposta millonaria foi 10 minutos depois, quando Dedé travou Suárez dentro da área.

Como ninguém conseguiu marcar, a vaga foi decidida nos pênaltis. Henrique e David não venceram Armani, como fizeram Fred e Robinho. Porém, dessa vez não brilhou a estrela de Fábio, que não conseguiu pegar as cobranças de De la Cruz, Montiel, Martínez Quarta e Borré.

FICHA TÉCNICA
Cruzeiro 0 (2) X 0 (4) River Plate
Cruzeiro: Fábio; Orejuela, Dedé, Leo e Egídio; Henrique, Lucas Romero, Ariel Cabral (Robinho 14 do 2º), Thiago Neves e Marquinhos Gabriel (David 40 do 2º); Pedro Rocha (Fred 27 do 2º)
Técnico: Mano Menezes
River Plate: Armani; Montiel, Rojas, Martínez Quarta e Casco; Ponzio (Palacios, intervalo), Enzo Pérez, Nacho Fernández (De la Cruz 26 do 2º) e Carrascal; Borré e Lucas Pratto (Suárez 20 do 2º)
Técnico: Marcelo Gallardo
Jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores
Estádio: Mineirão
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Assistentes: Cláudio Rios e Alejandro Molina (CHI)
VAR: Nicolas Gallo (COL)
Cartão amarelo: Enzo Pérez, Lucas Romero, Carrascal
Público: 55.567
Renda: R$ 2.464.451



Todas as quedas em casa
6 para argentinos

1994
Oitavas de final
28/4 0 x 0 Unión Española-CHI

1998
Oitavas de final
2/5 0 x 0 Vasco

2001
Quartas de final
30/5 2 x 2 Palmeiras (3 a 4)

2004
Oitavas de final
13/5 2 x 1 Deportivo Cáli-COL (0 a 3)

2008
Oitavas de final
7/5 1 x 2 Boca-ARG

2009

15/7 1 x 2 Estudiantes-ARG

2011
Oitavas de final*
4/5 0 x 2 Once Caldas-COL

2014
Quartas de final
14/5 1 x 1 San Lorenzo-ARG

2015
Quartas de final
28/5 0 x 3 River Plate-ARG

2018
Quartas de final
4/10 1 x 1 Boca-ARG

2019
Oitavas de final
Ontem 0 x 0 River (2 a 4)

* Na Arena do Jacaré


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