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Estado de Minas

Prova dos nove no jogo dos erros


postado em 11/07/2019 04:06

No último duelo, derrota para o Fortaleza fora de casa: Raposa não vence há nove partidas(foto: Bruno Haddad/Cruzeiro - 12/6/19 )
No último duelo, derrota para o Fortaleza fora de casa: Raposa não vence há nove partidas (foto: Bruno Haddad/Cruzeiro - 12/6/19 )


Cruzeiro e Atlético se encontram hoje para mais um capítulo da quase centenária rivalidade buscando mostrar que estão melhores que quando da parada para a disputa da Copa América. A expectativa das torcidas é que as duas equipes tenham aproveitado os 17 dias de intertemporada para corrigir erros e aprimorar virtudes, começando segundo semestre em alta.

No lado azul, a preocupação é um pouco maior, já que o time acumula nove jogos sem vencer. São cinco derrotas e quatro empates por Copa Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil, o que causou apreensão entre os torcedores e promessa de reação de jogadores e membros da comissão técnica. Ontem, antes do treino na Toca da Raposa II, receberam o apoio de cerca de 100 membros de torcidas organizadas.

Pela busca da reação houve muito treinamento e também conversa. “A retomada de produção passa por várias etapas. Se ela vai ocorrer, vamos mostrar nos jogos. Trabalhamos bem, procuramos corrigir os principais problemas, sem perder as virtudes que o time sempre apresentou”, afirma o técnico Mano Menezes.

Entre as coisas que o Cruzeiro precisa melhorar está o sistema defensivo. Nos últimos 10 jogos, só não foi vazado em um, o empate com o Corinthians. Nos outros, foram 18 gols sofridos, média de 1,8 por partida, muito para qualquer equipe grande, especialmente para quem sofreu apenas 12 nos outros 23 duelos que fez na temporada.

Em algumas partidas, houve mau posicionamento. Em outras, faltou atenção ao rebote. “A gente fez muitos trabalhos táticos, melhoramos muito, a questão do posicionamento também. Não podemos tomar tantos gols”, admite o volante Ariel Cabral.

A defesa, porém, não foi a única preocupação dos cruzeirenses nesta intertemporada. “Procuramos recuperar a confiança, dar uma mecânica maior, melhorar a movimentação. Como equipe temos de melhorar e espero que já possamos demonstrar isso diante do Atlético”, diz o treinador celeste.

Até por isso, não há muita apreensão com o fato de o atacante Fred estar sem marcar gol desde 23 de abril. Ele atuou em nove dos 12 compromissos desde então, todos como titular, mas não conseguiu balançar ar redes, o que todos os cruzeirenses esperam que volte a ocorrer hoje.

Mano Menezes destaca que o jejum do atacante é consequência da queda de rendimento de toda a equipe. E os companheiros prometem levar a bola em boas condições até ele. “Fred está muito bem, vem trabalhando firme para ajudar a equipe. A gente conversa com ele, acompanha. E, claro, vamos ajudá-lo a voltar a marcar”, afirma Ariel Cabral.
 
 
ATENÇÃO Pelo lado alvinegro, mesmo com a boa campanha no Campeonato Brasileiro e a classificação com autoridade nas oitavas de final na Copa do Brasil, nas quais bateu o Santos, também se procurou evolução. Há preocupação com as jogadas aéreas adversárias, por exemplo.

E também em evitar a dependência excessiva do armador Cazares, cuja irregularidade costuma irritar os atleticanos. Muitas vezes, quando ele não está bem, o time o acompanha na queda de rendimento. Até porque outros atletas também precisam ser mais regulares, como o atacante Chará.

“Vejo que o Rodrigo é bom treinador, sabe muito, aproveitou bem o tempo (para treinar), fez bons trabalhos nesses últimos dias, com novo conceito de jogo. Recebemos com firmeza as orientações dele. Trabalhamos muito taticamente (na intertemporada). Vamos nos esforçar para ajudar ele também”, declara o equatoriano.

Se do lado oposto o jejum de Fred não preocupa, o de Ricardo Oliveira, muito menos. Afinal, o veterano atacante, que não marca desde 23 de abril, perdeu a vaga para o jovem Alerrandro, responsável por 13 gols na temporada, se igualando ao camisa 9, com quem divide a artilharia da equipe na temporada.


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