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Promessas na pista


postado em 01/07/2019 04:08

Ninna Flausino, de 11 anos, pratica o esporte há três e é considerada um fenônemo (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Ninna Flausino, de 11 anos, pratica o esporte há três e é considerada um fenônemo (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

No momento em que o hipismo mineiro busca novos tempos, dois jovens, o cavaleiro André Fonseca Moura, de 19 anos, e a amazona Ninna Flausino, de 11 – filha de Rogério Flausino, vocalista da banda Jota Quest –, roubaram a cena no Campeonato Mineiro'2019, disputado no Centro Hípico Júnia Rabelo, na Fazenda São Sebastião, em Lagoa Santa, no fim de semana.

Foi galopando Henessy M que André conquistou o título da categoria Young Rider, com obstáculos a 1,40m, sendo que na sênior, com a mesma montaria, ficou em terceiro lugar. Ele segue uma história de família, pois o pai, Ricardo Moura, também é cavaleiro. “Comecei a montar aos 10 anos, embora não gostasse de cavalo. Até que minha irmã, Maria Clara, começou a competir e fui atrás dela. Hoje sou viciado em cavalos. Não vou parar nunca mais”, conta.

André, que chegou ao oitavo título mineiro, confessa ter um sonho: “Quero ir para o exterior, para competir. Tenho vontade de disputar torneios internacionais cinco estrelas, que são os que reúnem os melhores cavaleiros do mundo. Mas o objetivo maior é estar numa olimpíada. Sei que isso implica numa mudança muito grande. Teria de treinar muito mais”.

Estudante de engenharia de produção, ele diz que a realização do sonho terá de esperar. “Sei que tudo começa por aqui, nas pistas mineiras. Nosso esporte tem muito potencial. Temos onde crescer.”

O XODÓ Vencedora da categoria pré-mirim, com obstáculo a 1,10m, com a égua Cancioneira JMen, Ninna é tratada como um fenômeno. Encanta a todos. Na Fazenda São Sebastião, todos vinham contar feitos e histórias dela, como o fato de ser, por exemplo, campeã mineira em 2018, ter sido terceira no Brasileiro em sua categoria e ainda conquistado um terceiro lugar na Colômbia.

“Comecei a montar há três anos, por causa de uma amiga, Stella, que já praticava hipismo. Ao vê-la, eu me encantei. Falei com meu pai e minha mãe, Ludmila Carvalho. Ela sempre quis montar, mas não teve chance. Aí, me apoiou. Já tenho vários prêmios, mas quero mais, como ir a uma Olimpíada. Não si o dinheiro vai dar, mas vou tentar”, diz.

Ninna foi nos três dias ao CT Júnia Rabello, mesmo quando não competia: “Gosto de ver, assim, a gente aprende. Quero ficar como eles. Quero que meu pai e minha mãe me vejam competir e ganhar”. (ID)


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