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Estado de Minas

Brasil de olho no Mineirão

Confronto entre Equador e Japão, inicialmente com poucos atrativos, ganha peso, pois do resultado dele depende a definição do adversário da Seleção nas quartas de final


postado em 24/06/2019 04:06

Técnico equatoriano Hernán Darío Gomez espera que seu time continue evoluindo, como mostrou no último jogo (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Técnico equatoriano Hernán Darío Gomez espera que seu time continue evoluindo, como mostrou no último jogo (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 
 
Em partida que ganhou contornos de decisão, Equador e Japão se enfrentam hoje, às 20h, no Mineirão, em mais um jogo que deve registrar arquibancadas vazias no estádio. Japoneses e equatorianos estão no Grupo C, o mesmo de Chile  e Uruguai, que se enfrentam no Maracanã. Quem vencer em Belo Horizonte enfrenta o Brasil nas quartas de final, em Porto Alegre. Em caso de empate, o Paraguai se classifica para o duelo como segundo melhor terceiro colocado.

A expectativa é de poucos torcedores. Sábado, na vitória da Venezuela sobre a Bolívia por 3 a 1, o Mineirão registrou o pior público da Copa América: apenas 4.640 pessoas pagantes. Outros 7.106 entraram de graça, sendo que 4,3 mil bilhetes foram doados para ações sociais. Hoje, o Comitê Organizador Local (COL) vai repetir a estratégia de repassar ingresso para instituições. 

No Japão, que conseguiu um empate com o Uruguai, por 2 a 2, em Porto Alegre, a expectativa é pela entrada do jovem Kubo, de 18 anos, contratado pelo Real Madrid e chamado de Messi Japonês. “Nos jogos que disputou, ele mostrou ter capacidade de começar jogando. Vai depender do treino”, disse o técnico Hajime Moriyasu, ontem, antes de comandar a última atividade, no Independência. 

Moriyasu também comentou as críticas recentes de colegas sobre a presença de seleções convidadas na Copa América. O primeiro a condenar foi Eduardo Berizzo, do Paraguai, seguido pelo venezuelano Rafael Dudamel que, no Mineirão, considerou falta de respeito o Japão jogar com time alternativo. “É a primeira vez que ouço sobre isso. São comentários de natureza crítica, não dizem respeito à nossa equipe, comissão técnica e jogadores. Viemos com foco nos jogos, concentrados para fazer o melhor”, disse. “Sobre ter mais jovens, um dos motivos desses comentários, não conseguimos a liberação de jogadores importantes, que não tinham obrigatoriedade e não puderam estar aqui. Nagatomo, por exemplo”, completou, citando o lateral do Galatasaray.
 
 
A derrota do Paraguai para a Colômbia acendeu a esperança do Equador, que perdeu suas duas partidas – uma delas em BH, para o Uruguai, por 4 a 0, na estreia. O objetivo do técnico Hernán Darío Gomez é repetir a atuação contra o Chile, quando o time melhorou de produção, mesmo com revés por 2 a 1. “Fomos melhores contra o Chile. A gente não pode se apequenar. Mesmo quando estava o 1 a 0, conseguimos dominar o time chileno”, comemorou.

LIDERANÇA Num dos confrontos mais esperados da fase inicial, Chile e Uruguai medem forças às 20h, no Maracanã, na disputa pela liderança do Grupo C. Caso vençam, os chilenos podem igualar os colombianos como únicas seleções com 100% de aproveitamento. Nas duas partidas anteriores, o time de Reinaldo Rueda bateu Japão (4 a 0) e Equador (2 a 1). Já a Celeste Olímpica tenta se redimir depois do empate com os japoneses.

A principal preocupação dos bicampeões da Copa América é anular a dupla de ataque formada por Cavani e Suárez. “Eles são excepcionais. O Uruguai se beneficia do grande potencial deles, pois se complementam. São grandes finalizadores, além de atuarem há muitos anos juntos”, afirma Reinaldo Rueda, que não poupará nenhum jogador, mesmo que tenha cinco pendurados com cartão amarelo.

No Uruguai, a expectativa é de que De Arrascaeta seja titular pela primeira vez, no lugar do volante Nández ou do armador Lodeiro. A intenção do técnico Óscar Tabárez é melhorar o toque de bola e levar vantagem no meio-campo, uma das deficiência diante do Japão.



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