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Estado de Minas

Vinotinto faz a festa

Em um Mineirão praticamente vazio, Venezuela conta com apoio da maioria, derrota a Bolívia e garante passagem às quartas de final como segunda colocada do Grupo A


postado em 23/06/2019 04:07

Machis, que balançou as redes duas vezes, abriu o placar logo aos 2min, no gol mais rápido desta edição do torneio(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Machis, que balançou as redes duas vezes, abriu o placar logo aos 2min, no gol mais rápido desta edição do torneio (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Em partida em que o número de torcedores que entraram de graça (7.106) foi superior aos que pagaram ingressos (4.640), a Venezuela confirmou o bom momento e venceu a Bolívia por 3 a 1, assegurando o segundo lugar do Grupo A – que tem o Brasil líder, com 100% de aproveitamento. Com muitas crianças de escolas públicas na arquibancada, a Vinotinto teve o maior apoio e fez a alegria dos torcedores, entre eles um grupo de refugiados que foi ao estádio pela primeira vez para apoiar a equipe de Rafael Dudamel.

“Por uma razão ou por outra, são venezuelanos que estão espalhados pelo mundo. Retribuímos esta proximidade com gols e vitórias. Eles saem daqui orgulhosos com a Vinotinto. Agradeço e vamos continuar nesta competição com momentos melhores que tiveram”, comentou Dudamel.

O atacante Soteldo, que atua no Santos, também falou sobre a presença de refugiados de seu país no Gigante da Pampulha:“A situação em nosso país é muito ruim, é bom que o Brasil aceite os venezuelanos. Havia muita gente na tribuna. Fizemos um jogo para dar alegria ao nosso povo, que vive este momento delicado”.

Dudamel, que havia criticado a organização e a estrutura da Copa América, voltou a falar sobre o assunto, mas desta vez elogiando. “É uma estrutura de nível mundial que desfrutamos na partida. Dei uma opinião construtiva, que repercutiu na imprensa, mas, na hora de jogar, estamos aproveitando campos da Copa que a gente via pela televisão. E acho que hoje (ontem) escrevemos uma boa história”.

A vitória foi construída com calma, mas com muito domínio dos venezuelanos, que entraram em campo sem a zaga principal: Osório, machucado, ficou no banco, enquanto Villanueva, que espera confirmação de exames para saber se está com dengue, nem foi relacionado para a partida. A defesa, contudo, não foi pressionada, principalmente depois que a Venezuela abriu o placar logo na primeira oportunidade. Aos 2min, Savarino cruzou da direita e Machís, de cabeça, fez o gol mais rápido desta Copa América.

A Bolívia acertou a trave duas vezes: aos 8min , com Ramiro Vaca, e aos 38, com Raúl Castro. Mas quem voltou a balançar as redes foi a Venezuela, novamente com Machís, aos 10 do segundo tempo, em chute cruzado de fora da área. Aos 38, já com o time mudado com a saída de Marcelo Moreno, a Bolívia deu um pouco de esperança para a torcida, diminuindo com Justiniano em chute da entrada da área. Mas o gol de Martínez, aos 42min, deu números finais à partida.

APRENDIZAGEM A Bolívia termina a Copa América como o pior time do torneio, com três derrotas, nove gols sofridos e apenas dois marcados. O técnico Eduardo Villegas preferiu tirar lições da campanha para melhorar para as Eliminatórias Sul-Americanas. “A Copa América deixa muita aprendizagem, pois viemos com um grupo de rapazes jovens. Queria que eles tivessem experiência, para ver como é uma Copa internacional”, disse.


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