Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

DEIXOU DE SER "JOGO-TREINO"

Seleção não é 100% na fase de grupos de torneios oficiais desde 2013 e amarga dura rotina: terceiro jogo tem sido marcado por dramas e até eliminação contra o Peru


postado em 20/06/2019 04:12

Roberto Firmino, que ainda não se firmou no time titular da Seleção Brasileira, lamenta chance perdida contra a Venezuela, na Fonte Nova, terça-feira(foto: Juan Mabromata/AFP)
Roberto Firmino, que ainda não se firmou no time titular da Seleção Brasileira, lamenta chance perdida contra a Venezuela, na Fonte Nova, terça-feira (foto: Juan Mabromata/AFP)


São Paulo – Houve um tempo em que o terceiro jogo da Seleção na fase de grupos de qualquer torneio de alto nível era mero cumprimento de tabela. Dava até para o treinador escalar time misto, reserva, alternativo, como queiram. Os tempos são outros. A última vez em que o Brasil teve 100% de aproveitamento aconteceu em casa na Copa das Confederações’2013. De lá para cá, houve sofrimento, agonia até os últimos minutos para amargar, inclusive, eliminação contra o Peru na Copa América Centenário de 2016, nos Estados Unidos. O gol de mão de Ruidiaz desbancou os pentacampeões, derrubou Dunga e abriu caminho para Tite.

A rotina é inusitada para um Brasil que historicamente se acostumou a ser sempre o primeiro aluno da classe. Para não fugir do script recente, a Seleção enfrentará o Peru no sábado, na Arena Corinthians, às 16h, pela última rodada do Grupo A, sob pressão. O anfitrião dificilmente ficará fora das quartas de final, porém, atraiu um desgaste emocional desnecessário. A essa altura, não sabe se será primeiro, segundo ou terceiro da chave. A Gol, parceira aérea da CBF, está de plantão para saber se o próximo voo será com destino a Porto Alegre, Rio de Janeiro ou de volta a Salvador — palco do frustrante empate de terça-feira por 0 x 0 com a Venezuela.

Para sorte de Tite, a Arena Corinthians é uma espécie de divã para a Seleção. Dois jogos, duas vitórias em partidas oficiais: uma na abertura da Copa 2014 contra a Croácia (3 a 1); outra no triunfo por 3 a 0 sobre o Paraguai, na partida que classificou o Brasil antecipadamente para a Copa da Rússia. O estádio localizado na Zona Leste de São Paulo também colocou o Brasil nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio’2016 contra a Colômbia, na arrancada rumo à conquista da inédita medalha de ouro. O treinador do time Sub-23 era Rogério Micale, mas o comandante da principal esteve lá e ouviu dos corintianos: “Olê olê olê olê, Tite, Tite”.

Na Era Tite, o Brasil se deu bem nos sorteios. Escapou do grupo mais forte na Copa’2018 (Suíça, Costa Rica e Sérvia) e nesta Copa América (Bolívia, Venezuela e Peru). Nem assim, a Seleção se impôs. Empatou com a Suíça, sofreu para derrotar a Costa Rica e a Sérvia na Rússia e não pode se dar ao luxo de relaxar no sábado contra o Peru.

“O atleta não é insensível. Volto a dizer que temos de saber trabalhar em cima da adversidade. Eu falava (contra a Venezuela) para continuar tocando (a bola) até encontrar a melhor opção de passe porque esse é nosso jeito de jogar. Não adianta querer fazer de outra forma porque não é o nosso modelo. As características dos atletas são de triangulação, são impetuosas”, argumentou Tite após o tropeço contra a Venezuela.

Os treinos para o duelo de sábado começarão hoje à tarde no Centro de Treinamento do São Paulo com alguns pontos de interrogação. O atacante Everton merece ser titular. Maestro da vitória sobre a Bolívia na estreia, Philippe Coutinho não manteve o brilho diante da Venezuela. Clamor nacional para assumir o lugar de Gabriel Jesus desde a Copa, Firmino ainda não correspondeu. Sucesso nos amistosos pós-Mundial, Richarlison não desencantou na Copa América. “A tendência é de crescimento, me cobrem lá na frente”, promete Tite.


E lá se vão seis anos...
2013
Última vez em que a Seleção concluiu uma fase de grupos com nove pontos, ou seja, 100% de aproveitamento, no início da campanha do tetracampeonato na Copa das Confederações


AGONIA DO BRASIL NA FASE DE GRUPOS

Copa’2014
7 pontos de 9 possíveis
Brasil 3 x 1 Croácia
Brasil 0 x 0 México
Camarões 1 x 4 Brasil
» Classificado na última rodada

Copa América’2015
6 pontos de 9 possíveis
Brasil 2 x 1 Peru
Brasil 0 x 1 Colômbia
Brasil 2 x 1 Venezuela
» Classificado na última rodada

Copa América’2016
4 pontos de 9 possíveis
Brasil 0 x 0 Equador
Brasil 7 x 1 Haiti
Brasil 0 x 1 Peru
» Eliminado na última rodada

Jogos Olímpicos Rio’2016
5 pontos de 9 possíveis
Brasil 0 x 0 África do Sul
Brasil 0 x 0 Iraque
Dinamarca 0 x 4 Brasil
» Classificado na última rodada

Copa’2018
7 pontos de 9 possíveis
Brasil 1 x 1 Suíça
Brasil 2 x 0 Costa Rica
Sérvia 0 x 2 Brasil
» Classificado na última rodada

Copa América’2019
Brasil 3 x 0 Bolívia
Brasil 0 x 0 Venezuela
Peru x Brasil
» Não deixará de se classificar, só não sabe se em primeiro, segundo ou até terceiro


Publicidade