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Estado de Minas

Fim de mês nada azul

Maio foi bem amargo dentro e fora de campo para o Cruzeiro, com o time em péssima fase e a diretoria sacudida por denúncias. Os jogadores prometem que junho será diferente


postado em 31/05/2019 04:08

Personagem da crise: apesar do turbilhão por que passa a diretoria celeste, o vice-presidente de futebol Itair Machado tenta manter sua rotina e ontem acompanhou o treino do time, conversando descontraidamente com o técnico Mano Menezes, observado pelo gerente de comunicação Bruno Faleiro (D)(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Personagem da crise: apesar do turbilhão por que passa a diretoria celeste, o vice-presidente de futebol Itair Machado tenta manter sua rotina e ontem acompanhou o treino do time, conversando descontraidamente com o técnico Mano Menezes, observado pelo gerente de comunicação Bruno Faleiro (D) (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

 O Cruzeiro espera que o início do mês de junho, amanhã, signifique a bonança depois de um maio muito turbulento. Além de dentro de campo as coisas não estarem funcionando, com o time somando quatro derrotas e um empate nos últimos cinco jogos, fora dele o clube foi sacudido por denúncias de irregularidades e investigação policial que apura falsificação de documentos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Se no primeiro quadrimestre deste ano perdeu apenas uma vez – para o Flamengo, em 27 de abril, no Maracanã, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro –, nos últimos 30 dias viu o desempenho despencar. É verdade que começou vencendo Ceará e Goiás, mas depois perdeu para Internacional, Fluminense e Chapecoense, pelo Nacional; e para o Emelec-EQU, pela Copa Libertadores; além de ter empatado com o tricolor carioca, pela Copa do Brasil.

Agora, quer reagir para ir para a intertemporada longe da zona de rebaixamento do Brasileiro e classificado às quartas de final do torneio mata-mata nacional, pelo qual recebe o Fluminense quarta-feira, no jogo de volta das oitavas de final. O time já está classificado às oitavas de final da competição continental.

“Foi um mês difícil, mas a gente está trabalhando, todo mundo aqui se respeita, tem total confiança em cada jogador que está no grupo, no trabalho do (técnico) Mano Menezes, passamos confiança para ele e ele para a gente. Colhemos resultados positivos dessa forma, mas futebol é dinâmico, muda rápido e mesmo mantendo o foco, trabalhando, as coisas fogem em um detalhe às vezes. Temos de continuar trabalhando, falar menos. Tenho certeza que, assim, a qualidade vai voltar a prevalecer”, afirma o goleiro Fábio, que ostenta o título de jogador que mais vestiu a camisa azul na história, com 834 participações.

Ele sempre foi uma das referências da equipe, garantindo resultados com grandes defesas. Porém, quando a maré está contrária, até mesmo quem é símbolo de segurança está sujeito a falhas, como ocorreu na derrota por 2 a 1 para a Chapecoense, no Independência, domingo.

O camisa 1 não segurou chute de Elicarlos de fora da área e Rildo se aproveitou para abrir o marcador. “Gostaria de pedir desculpa ao torcedor. Responsabilizo-me pela derrota. Se não tivesse errado e tomado o primeiro gol, teríamos grandes chances de sair com a vitória. O gol desestabilizou a equipe. Mesmo assim, tivemos oportunidades de vencer. Se não fosse o meu erro no primeiro gol, talvez tivéssemos saído com resultado melhor”, reconhece Fábio, que não perde o otimismo: “No lance, fiz o mais simples possível, mas a bola não encaixou direito. Ela não ficou nem 1m de mim, mas o jogador deles teve mérito de acreditar. Mas temos de seguir, tem coisas boas nos esperando mais à frente. Vamos voltar a vencer e trazer muita alegria ao nosso torcedor”.

AJUSTES EM CAMPO Ontem, Mano Menezes continuou preparando a equipe para tentar a reabilitação no jogo diante do São Paulo, domingo, às 16h, no Pacaembu, pela sétima rodada do Brasileiro. Mais uma vez ele procurou corrigir os erros e acertar o posicionamento dos atletas.

A escalação só deverá ser anunciada uma hora antes do pontapé inicial, mas o treinador já adiantou que não repetirá o esquema com apenas um volante, usado no jogo passado. Resta saber qual dos armadores deixará a equipe.

Enquanto o técnico gaúcho trabalha em campo, os bastidores fervem. O vice-presidente executivo de futebol, Itair Machado, apareceu para acompanhar o treino de ontem, como tem costume de fazer, e conversou de forma descontraída com Mano Menezes.

Quem não parece disposto a sorrir são os integrantes do Conselho Deliberativo, que exigem explicações sobre algumas situações no Cruzeiro. E também a CBF e a Fifa, que acompanham com atenção o desenrolar das investigações efetuadas pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Os atletas, porém, acreditam que nada disso vá influenciar negativamente a equipe. “A questão fora de campo já foi falada pela diretoria. A nós, cabe fazer o melhor possível dentro de campo. Vamos procurar resolver o que a gente consegue, que é nas quatro linhas, onde já estamos vivendo turbulência”, diz o armador Marquinhos Gabriel.

 

Estreladas

 

MINUTOS DE FAMA

Depois de ficar conhecido mundialmente por ter colocado a bola por entre as pernas de Neymar durante treino da Seleção Brasileira, segunda-feira, o lateral-direito Weverton (foto) retomou os treinos na Toca da Raposa II
na tarde de ontem. Aos 19 anos, ele pode ser relacionado para o jogo de domingo,
contra o São Paulo, uma vez que Edílson e Orejuela estão
se recuperando de lesões.

 

Copa do Brasil

20 mil

torcedores já têm lugar garantido no jogo Cruzeiro x Fluminense, quarta-feira, às 19h15, no Mineirão, valendo vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. As bilheterias do ginásio do Barro Preto e do Mineirão abrem hoje, às 9h.

 

"ESTAGIÁRIO" NA TOCA

Zagueiro com passagens por Internacional, Grêmio e Flamengo, Diego Gavilán está em BH para acompanhar alguns treinos do Cruzeiro comandados por Mano Menezes. Desde que encerrou a carreira de jogador, em 2012, o paraguaio virou treinador. No fim do ano passado, assumiu o Pelotas-RS, que terminou o Campeonato Gaúcho em nono lugar. Lembrando que em 1997 Mano Menezes fez estágio no clube celeste, então treinado por Paulo Autuori.

 

PROTESTO

Um dia depois de o São Paulo ser eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil pelo Bahia, os muros do estádio do Morumbi amanheceram pichados. “Acabou a paciência”, “Ou joga por amor ou joga por terror” e “Muito respeito com a camisa tricolor” foram algumas das expressões usadas pelos tricolores insatisfeitos com os constantes fracassos da equipe. No domingo, o técnico Cuca não poderá contar com o armador Éverton, que sofreu concussão cerebral diante do Bahia, na quarta-feira.

 


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