Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Vitória, recorde e desabafo


postado em 04/05/2019 05:10

Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800m:
Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800m: "É mais do que um esporte, é sobre a dignidade humana, orgulho humano" (foto: Karim JAAFAR/AFp)

 

Doha – Pivô de uma grande polêmica nesta semana, a sul-africana Caster Semenya, de 28 anos, venceu ontem a prova dos 800m, a sua favorita, da etapa de Doha, no Catar, que abre a temporada de 2019 da Diamond League. Ela cruzou a linha de chegada em 1min54s98, com vantagem tranquila sobre as concorrentes. A segunda colocada, Francine Niyonsaba (Burundi), completou em 1min57s75 e a norte-americana Ajee Wilson foi a terceira, com 1min58s83.

Esta pode ter sido a despedida de Semenya, bicampeã olímpica nos 800m, por causa de uma decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) divulgada na última quarta-feira. O tribunal manteve o entendimento da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo, na sigla em inglês) de que mulheres com níveis elevados de testosterona não poderão participar das disputas de 400m a 1.500m.

Para essas provas de meia distância, ficou estabelecido um limite de 5 nanomols de testosterona por litro de sangue. Mas Semenya, por uma condição endócrina chamada hiperandrogenismo, produz naturalmente o hormônio em excesso. Ela deverá tomar medicamentos para reduzir os seus níveis de testosterona se quiser competir entre as mulheres.

Após vencer em Doha, Semenya foi categórica ao dizer que não utilizará qualquer tipo de medicamento. “Não. Mas não deixarei o atletismo”, disse a sul-africana. “É mais do que um esporte, é sobre a dignidade humana, orgulho humano. A corrida foi fantástica e eu fiz o que tinha que fazer, estou muito feliz, acho que estou neste mundo por uma razão”, completou. Ele pôde competir ontem porque o veto só é válido a partir da próxima quarta.

A marca obtida por Semenya em Doha foi melhor do que a registrada por ela em seus triunfos nos Jogos Olímpicos do Rio'2016 (1min55s28) e no Mundial de 2017 (1min55s16), em Londres. Ficou acima, porém, do melhor tempo obtido pela corredora na temporada passada (1min54s25).

BRASILEIROS O Brasil foi representado por dois atletas na competição, que distribui US$ 8 milhões (cerca de R$ 31,5 milhões) em prêmios no final da temporada. O campeão olímpico Thiago Braz ficou em segundo lugar no salto com vara e Darlan Romani foi o terceiro no arremesso do peso.

Dono do recorde olímpico do salto com vara com 6,03 metros, obtidos na conquista do ouro nos Jogos do Rio'2016, Thiago Braz garantiu a prata com 5,71m, seu melhor resultado ao ar livre neste ano, ratificando índices para os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, e para o Mundial de Doha.

No arremesso do peso, Darlan Romani voltou a mostrar muita regularidade terminando em terceiro lugar, com 21,60m, marca obtida na quarta tentativa. O recordista sul-americano e campeão da Copa Continental de 2018 só foi superado pelo norte-americano Ryan Crouser, campeão olímpico no Rio'2016, com 22,13m, e o neozelandês Tomas Walsh, campeão mundial em Londres'2017, com 22,06m. O catarinense também ratificou qualificação para o Pan de Lima e para o Mundial de Doha.


Publicidade