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Estado de Minas

Resgate do orgulho mineiro


postado em 26/04/2019 05:08

A primeira final mineira da Superliga Feminina de Vôlei mexe com quem lida e vive esse esporte. O confronto entre Minas e Praia é assunto prioritário nas rodas de conversa e nas quadras onde o jogo é disputado por aquelas que fazem parte da história desse esporte em Minas Gerais e no Brasil.
 
Uma delas é Marta Miraglia, de 80 anos, que jogou no Minas e no Atlético. Foi uma das primeiras atletas do estado a integrar a Seleção Brasileira, aliás, a primeira menor de idade a chegar à equipe adulta. Convocada aos 15 anos, para viajar e jogar precisava de um tutor. “E tinha mais. Quando os jogos eram depois das 20h, precisava de uma autorização especial, dada por meu pai, junto ao Juizado de Menores. Na época, menor de idade não podia sair após as 20h”, relembra.
 
A decisão está mexendo com ela. “Acontece que Minas Gerais sempre foi preterida no Brasil. Foi sempre assim. Hoje, quando acompanhamos uma transmissão pela televisão, o ponto dos adversários das equipes mineiras é sempre mais sensacional que o nosso. Essa final veio para, literalmente, calar a boca dos nossos críticos. Minas Gerais sempre foi um celeiro do vôlei. No começo da Seleção Brasileira, quando fui convocada pela primeira vez, o atleta mineiro tinha de ser muito bom e provar que merecia ser convocado. Nunca nos deram valor. Minas e Praia estão resgatando o nosso valor.”
 
Fátima Guilherme, de 58, é filha daquele que é considerado um dos pais do vôlei mineiro, Adolfo Guilherme. Jogou no Minas. Ela também se mostra empolgada com esta final. “Não tem o que discutir. O melhor vôlei do país é feito aqui em Minas Gerais. Não é à toa que Minas e Praia estão na final. O trabalho feito aqui é colhido aqui. A prova de que o trabalho na base do vôlei mineiro é benfeito é que hoje existe, inclusive, investimento de patrocinadores nas nossas equipes de base. Minas Gerais é o maior celeiro do país, sem dúvida alguma. Tanto Minas como Praia fazem um ótimo trabalho, assim como o Mackenzie e o Olímpico.”
 
Leonésia Cardoso, de 75, jogou a vida toda no Mackenzie. Integrou o time de Máster, conhecido por Damas de Ouro, e faz parte do conselho de atletas do clube. Para ela, o ineditismo dessa final tem um grande valor. “Foram anos e anos de trabalho, tanto na base como no adulto. De ambas as equipes, que quebraram a hegemonia de Rio de Janeiro e Osasco, que vinham dominando nos últimos anos. Não tenho uma previsão de quem será o campeão, pois as duas equipes se equivalem. Este é um momento importante e que tem de ser aproveitado por nossas equipes. Tomara que essa decisão sirva de exemplo para que Atlético, Cruzeiro, América e Caldense, que no passado tiveram equipes, possam voltar ao nosso esporte.” (ID)

Enquanto isso...Sétimo pedido de dispensa na Seleção

O início dos trabalhos na Seleção Brasileira Feminina de Vôlei neste ano não está sendo dos melhores para José Roberto Guimarães. O técnico, que na segunda-feira iniciou os treinos no Centro de Desenvolvimento do Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ), já recebeu sete pedidos de dispensa de jogadoras. O último foi da ponteira Drussyla, do Sesc-RJ, que alegou questões médicas – ela perdeu boa parte da Superliga por causa de fratura por estresse na tíbia da perna direita. Drussyla se junta a Adenízia, Thaisa, Camila Brait, Dani Lins, Tássia e Gabi Cândido, que também não aceitaram a convocação por motivos diversos: problemas familiares, de saúde, desgaste ou necessidade de descanso. Após ser criticada pelo pedido de dispensa, Gabi Cândido revelou, pelas redes sociais, sofrer de síndrome do pânico. A Seleção terá um ano com várias competições importantes, em preparação para os Jogos de Tóquio’2020, com Liga das Nações, Pan-Americano, Sul-Americano, Pré-Olímpico e Copa do Mundo.


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