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Estado de Minas

Esperança na ponta dos dedos

Praia Clube e Minas contam com a inspiração das levantadoras Lloyd e Macris, respectivamente, na decisão. Derrotada no primeiro jogo em BH e com o apoio da torcida hoje, equipe de Uberlândia precisa vencer para forçar o terceiro jogo


postado em 26/04/2019 05:08

A levantadora minas-tenista Macris espera mais um jogo muito difícil contra o Praia e considera normal oscilações durante a partida, como ocorreu no Mineirinho no primeiro confronto da final (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
A levantadora minas-tenista Macris espera mais um jogo muito difícil contra o Praia e considera normal oscilações durante a partida, como ocorreu no Mineirinho no primeiro confronto da final (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
O segundo jogo da série melhor de três entre Praia Clube e Minas pode dar o título ao clube da capital ou levar a decisão da Superliga Feminina de Vôlei 2018/2019 para uma terceira partida, dando chance à equipe do Triângulo Mineiro de conquistar o bicampeonato. E duas jogadoras em especial serão fundamentais para o êxito dos rivais nesta final mineira: as levantadoras Macris, do MTC, e Carli Lloyd, do time praiano. Elas são o cérebro das equipes, responsáveis pela distribuição das jogadas e decisivas para a efetividade do ataque. O Praia contará com o apoio da torcida hoje, no Sabiazinho, em Uberlândia, às 21h30.

Para ambas, que são atletas das seleções dos seus países, está em jogo o sonho de ser campeã pela primeira vez da Superliga. Macris, de 30 anos, está em sua terceira temporada no Minas. Já a norte-americana Lloyd, de 29, joga a primeira temporada pelo Praia. É a sua segunda na Superliga – na última defendeu o Barueri.
 
Macris jogou todas as partidas do Minas. Para ela, o que aconteceu no primeiro jogo é o exemplo a ser seguido hoje. “Passamos por um grande desafio. Vencíamos por 2 a 0 e tomamos a virada. Mas, no quinto set, nos recuperamos. Resgatamos nosso equilíbrio. Foi um jogo de grande pressão. É difícil conseguir reverter uma situação como essa. Na verdade, tudo aconteceu graças à nossa superação.”
Para ela, é difícil fazer qualquer prognóstico hoje. O que aconteceu no primeiro confronto, domingo, no Mineirinho, não serve de parâmetro para ela. “São duas grandes equipes, formadas por jogadoras experientes. Acontecer uma oscilação, de ambos os lados, como naquele jogo, é normal neste nível de jogo.”
 
O fato de ter jogado no Mineirinho e agora num ginásio menor, o Sabiazinho, influencia o trabalho da levantadora. “Em BH, o ginásio é grande. As referências são outras. Estamos acostumadas com o Minas, que é onde treinamos e jogamos. O Mineirinho não é nossa casa oficial. Em Uberlândia, a torcida fica mais próxima. E aqui não teremos o nosso torcedor, como em BH”, analisa Macris.
 
“Cada jogo tem uma história. Acaba um e vai começar outro. Está tudo zerado.” A opinião é de Lloyd, que, a exemplo de Macris, entende que o primeiro confronto da série serviu de grande aprendizado. “Aquela partida teve detalhes importantes que, pra mim, foram decisivos. O Minas foi melhor nos momentos decisivos. Nós temos de ser assim também, principalmente hoje.”
 
Para ela, existe uma diferença de estilo entre as duas equipes. “Para vencer hoje, precisamos de ser muito eficientes no saque, bloqueio e defesa. Treinamos muito isso essa semana. Creio que fizemos os ajustes necessários e acredito que vamos conseguir surpreender.”
Para ela, jogar no Sabiazinho será uma arma a mais para o Praia. “O Mineirinho é um excelente ginásio. Surpreendeu-me. Mas lá, a torcida fica longe. Aqui será diferente, pois a torcida estará próxima e vai jogar com nosso time, como sempre faz.”

OPINIÃO DE QUEM ENTENDE Campeã pelo Minas na conquista do último título, a levantadora Fofão, de 49 anos, campeã olímpica em Pequim’2008 e bronze duas vezes – em Atlanta’96 e Sydney’2000 –, entende que as levantadoras serão decisivas hoje à noite, mas vê a do Minas, Macris, em vantagem sobre a norte-americana, Lloyd.
 
“Elas têm características diferentes. Macris vive um momento especial, acho que o melhor de sua carreira. Ela joga apostando no conjunto que o Minas tem. Distribui melhor. Faz o time jogar. É mais veloz. Possibilita que sua equipe produza mais”, diz a ex-levantadora.
Sobre Lloyd, ela diz que é bastante experiente, mas que não consegue o mesmo rendimento da minas-tenista. “Ela não tem o mesmo trabalho que a Macris no Minas. Peca um pouco na divisão de bolas. Varia muito pouco. Ela tem experiência no vôlei brasileiro, pois está em sua segunda temporada. Sabe como funciona, pois teve tempo para se adaptar e mostra isso, mas não com tanta desenvoltura assim.”
Fofão garante que hoje, às 21h30 estará colada na televisão. “Quero ver o jogo. Miro nos detalhes. Vai ser um jogão. Não arrisco placar, mas existe equilíbrio e a levantadora vai fazer a diferença.”


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