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Ajax repete receita do passado


postado em 18/04/2019 05:05

Johan Cruyff (D) carrega o troféu da Liga dos Campeões em 1972, quando o Ajax bateu a Internazionale de Milão na final por 2 a 0(foto: AFP - 3/6/72)
Johan Cruyff (D) carrega o troféu da Liga dos Campeões em 1972, quando o Ajax bateu a Internazionale de Milão na final por 2 a 0 (foto: AFP - 3/6/72)


A geração de ouro da década de 1970, as revelações dos anos 1990 e as jovens surpresas de 2019 do Ajax guardam várias coincidências entre si. O time holandês, que faz história nesta Liga dos Campeões da Europa após ter eliminado Real Madrid e Juventus, chega às semifinais do torneio com um grupo de qualidade e de características que fazem os torcedores mais saudosos relembrarem craques do passado.

O time de nomes como David Neres, Tadic, Ziyech e De Jong bateu a Juventus de Cristiano Ronaldo por 2 a 1, em Turim, na terça-feira. “Estou muito orgulhoso dos meus jogadores. Minha equipe sabe como superar os limites do futebol”, disse o técnico Erik ten Hag. A média de idade dos titulares é de 24 anos. Boa parte desses jogadores nem sequer era nascida quando um outro Ajax formado por garotos assombrou a Europa pela última vez. Em 1995, Kluivert e Seedorf nem sequer tinham 20 anos quando ganharam o torneio.

O clube holandês tetracampeão da Liga dos Campeões começou a construir a fama continental com os três títulos consecutivos em 1971, 1972 e 1973. O craque da época era o meio-campista Johan Cruyff, dono de estilo técnico de jogo e organizador da equipe. Falecido em 2016, o jogador tinha apenas 24 anos na temporada do primeiro título e era um dos mais velhos de um plantel que ainda tinha craques como Krol, Rep e Neeskens.

Todos esses nomes saíram do Ajax para formar uma fortíssima seleção na época, conhecida como Carrossel Holandês. A equipe nacional trouxe do clube além do treinador, o estrategista Rinus Michels, o estilo ofensivo e a intensa troca de posição de jogadores. A Holanda fez história nas Copas de 1974 e 1978, quando foi duas vezes vice-campeã do mundo.

Em 1995, o Ajax montou outra equipe muito forte, ganhou a Liga dos Campeões, o Mundial (em cima do Grêmio) e formou a base da seleção que pouco depois, em 1998, seria semifinalista da Copa do Mundo da França. Sob o comando do técnico Louis van Gaal, nomes como os irmãos gêmeos Frank e Ronald de Boer, o goleiro Van der Sar, o meia David e o atacante Overmars tinham todos no máximo 25 anos.

Depois disso, o clube passou muito tempo longe do protagonismo continental, até formar nos últimos anos um novo grupo capaz de buscar o penta na Liga dos Campeões.

Jogadores como o goleiro Onana, zagueiro De Ligt, o lateral Mazraoui e o volante De Jong vieram das categorias de base do clube. O Ajax conseguiu ainda repatriar o lateral Blind, ex-Manchester United, contratar do São Paulo o atacante David Neres e formar o meio-campo com os experientes Tadic, de 30 anos, e Schone, de 32. Para comandar todo esse conjunto, a diretoria escolheu Erik ten Hag, um ex-zagueiro que vem de trabalhos de sucesso na gestão de clubes pequenos da Holanda.

O conjunto holandês marcou 19 gols em 10 partidas nesta Liga dos Campeões. Os garotos têm bom toque de bola, estilo ofensivo e intensa movimentação. A imprensa europeia chegou a se referir ao time como os “netos de Cruyff” e as comparações com o passado se tornaram inevitáveis.


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