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Estado de Minas

Experiência x juventude

Decisão do Estadual colocará frente a frente, a partir de amanhã, técnicos com trajetórias distintas. O veterano Mano Menezes no Cruzeiro e o novato Rodrigo Santana no Atlético


postado em 13/04/2019 05:04

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press -16/1/19)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press -16/1/19)

MANO MENEZES

56 anos, gaúcho de Passo do Sobrado

10 clubes como treinador (Guarani-RS, Brasil-RS, Iraty-PR, XV de Novembro-RS, Caxias, Grêmio, Corinthians, Flamengo, Cruzeiro e Shandong Luneng)
Seleção Brasileira: entre 2010 e 2012
211 jogos pelo Cruzeiro (107 vitórias, 60 empates e 44 derrotas)

Principais títulos: Copa do Brasil de 2009, 2017 e 2018; Série B de 2005 e 2009; Superclássico das Américas de 2011 e 2012

 

RODRIGO SANTANA

36 anos, paulista de Santos

Nove clubes como treinador (Camboriú-SP, Pinheiros-SC, Uberaba, União Suzano-SP, Barueri, São Carlos, Juventus, URT e Sub-20 do Atlético)
Estreia no profissional do Atlético

Principal feito: título de campeão do interior de 2017 (pela URT)

 

 

Num mercado com treinadores de perfis tão diversificados, dois profissionais com trajetórias bem diferentes medirão forças no maior clássico de Minas, amanhã, valendo o título estadual de 2019. O duelo entre Cruzeiro e Atlético, às 16h, no Mineirão, terá como personagens o badalado Mano Menezes – que já comandou até a Seleção Brasileira – e um técnico ainda sem tanta experiência em times profissionais: Rodrigo Santana, aposta da diretoria alvinegra para substituir, nas duas partidas da decisão do Campeonato Mineiro, o demitido Levir Culpi. Apesar dos currículos com pesos distintos, ambos tentam levar para dentro das quatro linhas o melhor de si para estimular os atletas a vencerem a primeira batalha da final.

Será o 15º clássico de Mano Menezes pela Raposa em duas passagens pela Toca da Raposa II – são quatro vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Com dois anos e oito meses no clube, o treinador de 56 anos é o que está há mais tempo no cargo entre os times da Série A. Curiosamente, Rodrigo Santana será o sexto técnico do Galo que Mano enfrentará nesta segunda passagem pelo time celeste – encarou também Marcelo Oliveira, Roger Machado, Oswaldo de Oliveira, Thiago Larghi e Levir Culpi.

O comandante cruzeirense está à frente de uma equipe embalada, que ainda não perdeu na temporada, vem de 10 vitórias consecutivas e já está assegurada como a líder de sua chave na Copa Libertadores. Mas, experiente, o treinador gaúcho descarta o favoritismo do Cruzeiro e acredita em muito equilíbrio amanhã: “Em jogos entre equipes grandes, a responsabilidade é mais compartilhada pela vitória. Eles têm oportunidades, nós temos oportunidades; eles atacam, nós atacamos. Há momentos diferentes nos 90 minutos, mas a parte do adversário não nos pertence. Temos que cuidar da nossa parte”.

Se Mano vive boa fase na Raposa, caberá a Rodrigo Santana afastar o ambiente ruim que atormenta o Atlético depois da goleada sofrida para o Cerro Porteño por 4 a 1, pela Libertadores, culminando na dispensa de Levir Culpi. Natural de Santos, o treinador, de 36 anos, chegou ao Atlético no ano passado, inicialmente para ser coordenador técnico auxiliar da base. Depois, assumiu o time Sub-20. Ele fez carreira, sobretudo, em clubes do interior, como URT, Juventus, Barueri e União Suzano. No Trovão Azul, em 2017, alcançou o maior destaque, com o time terminando como campeão do interior. Foi eleito o melhor treinador daquele Estadual. No mesmo ano, levou o time de Patos de Minas às quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro.

Quem conhece de perto o trabalho de Rodrigo Santana é o gerente de futebol da URT, Valter Sousa, um dos responsáveis por sua contratação pelo clube, em 2017. Ele afirma que uma das virtudes do treinador é a boa leitura de jogo: “Ele foi muito bem quando esteve conosco. É um profissional muito tranquilo, inteligente, com boa visão de jogo. Tem a facilidade de mudar o panorama de uma partida sem recorrer a substituições”.

PRIMEIRO CONTATO Rodrigo Santana foi confirmado como o treinador alvinegro também na partida de volta da decisão do Estadual, no fim de semana que vem. Ele teve o primeiro contato com o grupo alvinegro ontem pela manhã, durante treino na Cidade do Galo. Sem muito tempo para conhecer melhor os jogadores, tenta desvendar os pontos fortes do Cruzeiro. “Procuro trabalhar muito em cima do adversário. É mais tranquilo, passando o máximo de informação do grupo para eles terem noção maior no campo em cima das lacunas e dos perigos que o adversário pode nos trazer”, afirmou à TV Galo.

Na base atleticana, Rodrigo Santana vinha tendo dificuldade para fazer o time encaixar e buscar títulos. Sob seu comando, o Galinho caiu nas oitavas de final da Copa São Paulo de Juniores para o Volta Redonda-RJ e ficou fora da decisão do Campeonato Mineiro Sub-20.

 

 

Memória

Interino no lado azul

Rodrigo Santana não será o primeiro treinador em Minas Gerais a assumir uma equipe de forma interina na véspera de uma final de Campeonato Mineiro. Em 2007, Emerson Ávila (foto), que estava na base do Cruzeiro, recebeu a missão de dirigir a equipe profissional na segunda partida da decisão do Estadual diante do Atlético. Ele herdou o cargo com a demissão de Paulo Autuori, que não resistiu à goleada sofrida para o Galo por 4 a 0, no Mineirão, no jogo de ida, que praticamente definiu o campeão. Com Ávila no banco, a Raposa até venceu o alvinegro no segundo confronto, por 2 a 0, mas o resultado foi insuficiente para que o Cruzeiro levantasse a taça.


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