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Amor ao garrafão de pai para filho


postado em 03/04/2019 05:08

Nanando, auxiliar técnico do Minas, confessa ter se emocionado ao ver Augusto titular do time(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Nanando, auxiliar técnico do Minas, confessa ter se emocionado ao ver Augusto titular do time (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)


É comum que um filho siga a profissão do pai em diversos setores, mas no basquete isso é raro. Está ocorrendo agora, no time do Minas que disputa o Novo Basquete Brasil (NBB) – hoje, a equipe enfrenta o Bauru, às 20h, na Arena Minas, abrindo a série melhor de cinco das oitavas de final. Trata-se do ala-armador Augusto, de 20 anos, que se tornou titular a partir da vitória sobre o Bauru-SP, por 93 a 89, na semana passada. Ele é filho do auxiliar técnico Luiz Fernando Leão, conhecido como Nanando, que é também treinador da base do clube e já comandou o filho.

Augusto é o primeiro atleta a começar no curso básico de esportes do MTC a chegar a uma equipe adulta. Sua história no esporte se iniciou aos 8 anos. “Ele tinha de praticar esporte, não me importava qual. Deveria experimentar de tudo. O esporte faz parte da educação. Fez natação, futsal, campo, lutou judô, sempre no Minas. Mas acabou ficando mesmo no basquete”, conta Nanando.

Quando crianças, Augusto e o irmão, Henrique, acompanhavam o pai em torneios pelo interior. “Iam sempre comigo”, diz Nanando. Nos jogos, os dois ficavam na arquibancada. “Ficávamos atrás do banco. Sempre convivemos com os jogadores das categorias de cima”, lembra Augusto, que afirma nunca ter sido pressionado pelo pai para jogar basquete. “Foi natural.”

Os caminhos do pai e do filho não se cruzaram de imediato no Minas. “Meu pai não era meu treinador no início. Isso só ocorreu quando, aos 16 anos, cheguei ao infantojuvenil. Para mim, era normal. Mas ele pegava pesado”, diz o atleta. “Tinha de ser duro, ainda mais pela posição, armador”, defende-se o pai.

SONHO REALIZADO Ser titular do adulto ocorreu repentinamente, segundo Augusto: “Sempre sonhei em ser titular, mas não esperava que fosse agora. Eu vinha jogando, porém, ficava poucos minutos em quadra. Comecei a suspeitar de que minha chance estava chegando, que realizaria o meu sonho”. Foi também a realização do desejo de Nanando, que confessa: “Chorei quando o vi no time titular. O Espiga, o treinador, de quem sou auxiliar, não havia me antecipado nada”.

Nem para Augusto Espiga havia avisado que iria escalá-lo. “Quando estávamos no vestiário, ele falou que eu começaria jogando. Quase não dormi naquela noite depois do jogo”, diz. Ele sonha agora com voos ainda maiores: “Espero que o nosso time possa vencer e avançar às quartas de final. Quero muito que o Minas vá bem mais à frente. Será importante não só pra mim, mas para o clube, para todos os meus companheiros”.


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