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Decepção e vaias

Equipe de Tite não passa do empate por 1 a 1 com a frágil Seleção do Panamá, no Porto, e torcedores não perdoam


postado em 24/03/2019 05:06

Brasil mostrou má pontaria e correu risco até de sair derrotado (foto: MIGUEL RIOPA/AFP)
Brasil mostrou má pontaria e correu risco até de sair derrotado (foto: MIGUEL RIOPA/AFP)

Em uma de suas piores apresentações sob o comando de Tite, a Seleção Brasileira não saiu do 1 a 1 com o Panamá (76º colocado no ranking da Fifa), no Estádio do Dragão, na cidade do Porto, em Portugal. A equipe canarinho sofreu com a má pontaria, parou na trave algumas vezes e contou com defesas do goleiro Ederson para não não sair de campo derrotada. Os quase 40 mil torcedores que assistiram à partida no estádio saíram decepcionados e vaiaram o Brasil após o duelo.

A Seleção até começou bem o jogo, pressionando o adversário, e abriu o placar com Paquetá, após cruzamento de Casemiro. Praticamente no lance seguinte, no entanto, os panamenhos empataram, em jogada iniciada em cobrança de falta e concluída por Machado, em posição duvidosa.

O amistoso marcou alguns testes de Tite, especialmente no sistema defensivo, com nomes como Alex Telles e Militão entre os titulares. À frente, Paquetá foi bem, criou chances, mas acabou substituído. Roberto Firmino e Philippe Coutinho estiveram longe de seus melhores dias.

O treinador da Seleção reconheceu que a atuação esteve abaixo do esperado, mas afirma ter visto melhora com os ajustes feitos no intervalo. “O resultado é ruim. Desempenho, no primeiro tempo, abaixo das expectativas. O segundo tempo normal, com alguns ajustes que fizemos. Jogamos com quatro na frente, baixo. No intervalo, nos reorganizamos”, resumiu Tite, que não reclamou das vaias: “Entendo o torcedor ficar chateado. É normal. Quero ganhar do Panamá, quero um resultado maior. Temos de entender esse contexto. Assim como a gente tem de entender que o processo de construção de equipe está em andamento”.

Com as ausências do atacante Neymar (machucado) e do zagueiro Marquinhos (no banco), o volante Arthur e o atacante Richarlison passaram a ser os únicos a atuar em todos os sete amistosos da Seleção depois da Copa do Mundo. Até o duelo com a Arábia Saudita, a média de gols com Tite era de 2,16 por partida. Nos últimos quatro confrontos, passou a ser de um gol por jogo. O treinador não estranha a queda de rendimento: “Acho que o desempenho tem sido normal. Não é brilhante, mas não é abaixo de um padrão. Anormal seria que a gente estivesse aqui dando espetáculo. O momento é de dar oportunidade aos jovens”.

ENTROSAMENTO
Para o ex-americano Richarlison, a falta de entrosamento dos jogadores acabou atrapalhando o desempenho. “Infelizmente, não estamos muito entrosados ainda. Rolou um pouco de dificuldade para infiltrar na equipe adversária. Estavam com cinco (jogadores) atrás, ficou muito difícil. Dá para melhorar, vamos tentar melhorar para o próximo jogo”, destacou.

Na terça-feira, o Brasil enfrentará a República Tcheca, em Praga, às 16h45 (de Brasília). Será o último amistoso antes da convocação para a Copa América, que será disputada no Brasil, a partir de 14 de junho.




Camisa 10 de camarote

Capitão e camisa 10 da Seleção Brasileira, o atacante Neymar não foi convocado pelo técnico Tite para o amistoso contra o Panamá, mas esteve no Estádio do Dragão. Em recuperação de lesão no pé direito, o atacante assistiu ao jogo nas tribunas ao lado de amigos. Assim que a partida acabou, ele foi ao vestiário da equipe brasileira. A previsão é de que Neymar volte a campo no mês que vem.


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