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Estado de Minas

Sobrou pro artilheiro

Mudança tática do Atlético refletiu diretamente no desempenho de Ricardo Oliveira, que teve um excelente início de temporada. América resolveu descansar ontem visando ao clássico


postado em 15/03/2019 05:06

Ricardo Oliveira acredita que o time precisa de mais tempo para assimilar a mudança tática, mas admite que a equipe criava mais chances de gol quando Chará era o titular (foto: bruno cantini/atlético - 12/2/19)
Ricardo Oliveira acredita que o time precisa de mais tempo para assimilar a mudança tática, mas admite que a equipe criava mais chances de gol quando Chará era o titular (foto: bruno cantini/atlético - 12/2/19)


A queda de produção do Atlético nos três últimos jogos pela Copa Libertadores atingiu um dos principais jogadores na temporada, o experiente Ricardo Oliveira, de 38 anos. Depois de começo arrasador, com cinco gols no Mineiro e quatro na competição internacional, o atacante amarga jejum de mais de um mês sem balançar as redes. Seu último gol foi marcado na vitória sobre o Danubio por 3 a 2, na primeira eliminatória da Libertadores.


O momento ruim do jogador é atribuído à oscilação do equatoriano Cazares, principal garçom alvinegro no ano, e também à mudança de esquema tático – nos últimos três compromissos pela Libertadores, o técnico Levir Culpi escalou três volantes – mesmo com Elias um pouco mais avançado – , trazendo prejuízos ao sistema ofensivo como um todo. O camisa 9 deve voltar a campo neste domingo, diante do América, às 16h, no Mineirão, pela 10ª rodada do Campeonato Mineiro, para tentar pôr fim à escrita negativa.


“Não sou de dar desculpas por não fazer gols. Não estamos conseguindo criar as chances que criávamos quando o Chará estava jogando. Mas o nosso jogo coletivamente não está legal. Eu não posso culpar o esquema, jogando muitas vezes juntos as coisas fluem. Quando tem uma mudança, necessita de tempo”, explica Ricardo Oliveira, que já balançou as redes 31 vezes em 65 jogos com a camisa do Atlético.
Ele diz que a principal deficiência alvinegra é justamente a criação de jogadas: “Obviamente que está faltando encontrar aquele poder ofensivo, temos consciência disso. Infelizmente, as coisas não estão fluindo, mas nós somos os principais responsáveis por isso. Estamos tentando dentro de campo, mas nosso jogo não está funcionando”.


Como todo centroavante fixo, Ricardo Oliveira habitualmente depende do brilho dos atletas que vêm de trás para balançar as redes. Além da queda momentânea do equatoriano Cazares – que deu três assistências para os gols do camisa 9 –, o time alvinegro perdeu fôlego na frente depois que o colombiano Chará foi para o banco de reservas.


As estatísticas de Ricardo Oliveira refletem sua atual fase. Nas derrotas para Cerro Porteño e Nacional, ambas por 1 a 0, Ricardo Oliveira ficou a maior parte do tempo isolado no setor ofensivo, lutando com os dois zagueiros adversários e sem chances claras. De acordo com o Footstats, o jogador finalizou quatro vezes contra os paraguaios e três diante dos uruguaios, nenhuma em direção ao gol adversário. No empate sem gols com o Defensor, em 27 de fevereiro, ele acertou um chute ao gol e outro para fora. Antes, esse desempenho era expressivo: ele teve 12 conclusões certas e quatro erradas nos três primeiros compromissos na pré-Libertadores – dois diante do Danubio e outro contra o próprio Defensor.

PLANEJAMENTO O provável retorno da formação titular em jogos do Campeonato Mineiro é uma estratégia da comissão técnica para assegurar a liderança da fase inicial do Mineiro. Como o próximo compromisso pela Libertadores será em 3 de abril, contra o Zamora-VEN, a equipe usará os jogos do Estadual para buscar maior consistência possível até encarar o time venezuelano. Até agora, o Galo usou os titulares em apenas três jogos da primeira fase: nas goleadas sobre Boa (5 a 0) e URT (4 a 0) e no empate no clássico com o Cruzeiro (1 a 1), todos em Belo Horizonte.

Atleticanas

Reforços em boa hora

O Atlético ganhou o reforço dos atacantes Maicon Bolt e Papagaio, liberados ontem pelo Departamento Médico. O primeiro se recuperou de lesão na coxa direita, enquanto o segundo ficou em tratamento de entorse no tornozelo esquerdo.

Estreia do feminino

Recém-criado, o time feminino do Atlético vai disputar sua primeira partida oficial, contra o Rock in Rio, domingo, às 10h, no Sesc Venda Nova, pela chave 2 da Copa BH. O Galo disputará neste mês o Campeonato Brasileiro Feminino A2 – está no Grupo 4 com Palmeiras, Grêmio, Moreninhas-MS, Toledo-PR e Portuguesa (adversário da estreia, em São Paulo).


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