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Estado de Minas

Não é o jogo da vida, mas o Galo precisa da vitória!

Num grupo com Zamora, Nacional e Cerro Porteño o Galo tem a obrigação de dar uma satisfação ao seu torcedor, se possível, sendo o primeiro do grupo, com chances de ser o primeiro geral


postado em 11/03/2019 05:06


O Atlético precisa vencer o Nacional do Uruguai, amanhã, em Montevidéu, para afagar sua torcida e recuperar-se da derrota na estreia da fase de grupos da Libertadores para o Cerro Portenho, em pleno Mineirão. Derrota essa que só será recuperada caso o alvinegro derrote o Cerro no Paraguai, no jogo de volta. Já vi equipes perderem os três primeiros jogos, vencerem os outros três, se classificarem e ganharem a taça. Foi o caso do Cruzeiro, com Paulo Autuori, em 1997. E, vale lembrar também, na fase mata-mata o time azul saiu atrás em quase todos os jogos, mas conseguiu a vaga no jogo de volta, até que se sagrou campeão, no Mineirão, com gol de Elivélton, de pé direito, ele que era canhoto e o chamado ponta-esquerda. A Libertadores é assim. Permite que uma equipe com garra e vontade possa superar a falta de técnica e de qualidade. Porém, sempre o talento tem de prevalecer. Naquela Libertadores, Dida foi um herói, fazendo uma defesa das mais bonitas que já vi, quando Solano cobrou falta, ele rebateu e, no rebote, Julinho ficou cara a cara com aquele gigante. Ele cresceu e fez uma defesa maravilhosa com a perna direita que garantiu o segundo título do time estrelado.

O time do Atlético tem dois laterais fraquíssimos. Fábio Santos teve seu auge no Corinthians, onde ganhou tudo, em 2012. De lá para cá, são sete anos, e muita coisa mudou. Seu futebol, que sempre foi regular, caiu, e hoje ele não consegue mais atuar em alto nível. Na direita, Patric, o sempre esforçado, é limitado ao extremo. Ele até tenta fazer uma boa jogada, marcar melhor, mas não consegue. As insistentes tentativas de Culpi com ele têm deixado o torcedor furioso, a ponto de vaiá-lo quando pega na bola. Para preservar o rapaz e dar a ele mais tranquilidade, o Atlético deveria emprestá-lo, como fez em vezes anteriores. Os zagueiros e o goleiro são bons. No meio-campo, Adílson é excelente jogador, Elias ainda não achou aquele futebol que o levou à Seleção. Cazares é um capítulo à parte, e a mim tem agradado muito nessa temporada. É cerebral, joga muito, mas parece não acreditar no potencial que tem. E, lá na frente, Ricardo Oliveira está isolado, sem alguém para tabelar. Culpi até tentou pôr três volantes, adiantando Elias um pouco mais. Porém, essa não é a solução e, sim, pôr um homem de velocidade ao lado de Oliveira.

E esse homem foi contratado. O jovem Geuvânio, que surgiu com belo futebol no Santos, foi negociado para a China, emprestado ao Flamengo, mas não vingou no rubro-negro. Tem agora a chance de ouro de se firmar. O Galo já recuperou muitos jogadores. Tardelli é o último deles. Chegou ao clube desacreditado e tornou-se campeão e ídolo. Quem sabe Geuvânio não seja o próximo? Fiquei perplexo ao saber que ele ganhava R$ 1,2 milhão mensais no Flamengo. Que aberração! Não me interessa se o clube chinês pagava a metade do salário. É um absurdo alguém pagar R$ 600 mil mensais a Geuvânio, que, me permitam os leitores, não tirou nem a fralda no nosso futebol. Por isso os clubes estão quebrados. Espero que o Atlético não cometa essa loucura. Pelo que conheço do presidente Sérgio Sette Câmara, ele não pagaria nem metade disso. É uma pena Geuvânio não estar inscrito nessa fase de grupos. Só poderá ser usado caso o Galo avance às oitavas de final, e, cá pra nós, essa é uma obrigação do time mineiro.

Num grupo com Zamora, Nacional e Cerro Porteño o Galo tem a obrigação de dar uma satisfação ao seu torcedor, se possível, sendo o primeiro do grupo, com chances de ser o primeiro geral. Agora, só poderia chegar aos 15 pontos, já que desperdiçou três no Mineirão, na estreia. O Atlético não é tão ruim, como dizem alguns, nem tão bom, como pensam outros. Está na média da mediocridade do futebol sul-americano, com carências que podem levá-lo a momentos ruins. Espero, como toda a torcida alvinegra, ver Guga na lateral-direita no jogo de amanhã. Hulk, lateral-esquerdo, não tem a menor condição de ser titular do Atlético, é muito limitado. Fábio Santos, mesmo em má fase, é mais experiente e é o que há. O lateral-esquerdo do Cerro seria uma grande contratação, mas o Atlético desistiu por não entrar em leilão. Fosse eu o presidente, pegaria um avião, iria ao país vizinho e contrataria Arzamendia, de apenas 20 anos. Esse garoto será um dos maiores laterais-esquerdos da história e renderá títulos e dinheiro ao clube que contratá-lo, pois logo, logo, um clube europeu virá buscá-lo. Fica a sugestão. É sabido que o presidente está empenhado em deixar o clube mais saneado, quando sua gestão terminar, daqui um ano e sete meses. Não acredito que ele pense em reeleição. Quer cumprir seu mandato, e bem, ajeitar a casa, se possível, ganhar títulos e deixar seu nome na história daqueles que contribuíram para um Atlético melhor. Agora, porém, é hora de cuidar do amanhã, pois uma derrota em território uruguaio será como a detonação de uma bomba atômica pelos lados da Cidade do Galo.


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