Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Judoca Jessica Pereira é suspensa por doping e pode perder Olimpíada

Suspensa temporariamente, ela corre o risco de pegar dois anos de punição. Julgamento ainda não foi marcado


postado em 30/01/2019 05:02

Exame feito em setembro em Jéssica Pereira (E) apontou uso da substância proibida furosemida(foto: IFJ/Divulgação)
Exame feito em setembro em Jéssica Pereira (E) apontou uso da substância proibida furosemida (foto: IFJ/Divulgação)

 

 

Quinta colocada no Campeonato Mundial de Baku, no Azerbaidjão, no ano passado, e considerada uma das promessas do judô brasileiro, Jéssica Pereira, de 24 anos, foi flagrada em teste antidoping e corre o risco de ficar fora da corrida por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio’2022, já que pode pegar até dois anos de punição. Ela teve um resultado analítico adverso para a substância proibida furosemida, diurético que pode ser usado para mascarar outros produtos dopantes, como esteroides anabolizantes e hormônios. Jéssica Pereira, que disputa a categoria até 52 kg, foi testada em setembro, fora de competição e antes do último Mundial. Ela está suspensa voluntariamente e ainda não há data para julgamento.


“A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) está ciente e acompanhando os processos legais referentes à suspensão preventiva da atleta Jéssica Pereira”, disse a CBJ em nota.


Quem está cuidando do caso é Marcelo Franklin, advogado especialista em casos de doping e que conseguiu a absolvição do nadador César Cielo, que foi flagrado com a mesma substância. “Acredito que, em minha defesa, conseguirei demonstrar a ausência de culpa da atleta e o uso não intencional Nunca se sabe o resultado de um julgamento, mas encaro o caso dela com um certo otimismo quanto ao resultado final”, explicou o advogado.


“Não costumo comentar questões específicas sobre casos em andamento, até porque todo o procedimento corre em segredo de Justiça. O que posso adiantar é se tratar de uma atleta de conduta totalmente exemplar, que a substância encontrada é classificada apenas como especificada (menor probabilidade de uso relacionado com performance esportiva), que em respeito ao Tribunal a atleta se colocou em suspensão voluntária até o julgamento e que existem circunstâncias bastante atenuantes para o caso dela”, completou.

FORA DA SELEÇÃO Por estar suspensa, Jéssica não está participando do treinamento da Seleção Brasileira em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. No ano passado, ela terminou em quinto lugar no Mundial de Judô ao ser derrotada pela brasileira Érika Miranda na disputa da medalha de bronze. Só que Érika se aposentou dos tatames e deixou o caminho livre para Jéssica, uma atleta que poderia ter um bom desempenho nas competições internacionais.
Jéssica aguarda agora seu julgamento, que leva de seis meses a um ano. Se for suspensa, o período que ficará fora de combate conta a partir do momento em que assumiu sua suspensão voluntária. Se for absolvida, poderá voltar a competir. O mais importante é que ela precisa tomar uma decisão rapidamente, pois 2019 é um ano importante para classificação olímpica para os Jogos de Tóquio’2020, por meio de pontos no ranking mundial.


Publicidade