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Estado de Minas

Eterna irreverência


postado em 11/01/2019 05:06

(foto: Paulo FIlgueiras/EM/D.A Press)
(foto: Paulo FIlgueiras/EM/D.A Press)

Parte da história do futebol brasileiro e alguns de seus grandes jogadores está sendo contada em Sete Lagoas, onde é disputado o Torneio Internacional Máster de Futebol – teve início na quarta-feira e vai até domingo. Além dos jogadores de Cruzeiro e Atlético, o Corinthians está recheado de craques, como Wladimir, Viola e Basílio. Dois jogadores, no entanto, chamam a atenção, principalmente por ter defendido Cruzeiro e Atlético: os folclóricos Edílson Capetinha e Amaral. Tão folclóricos que atualmente formam um trio com Vampeta na apresentação de um stand up, em São Paulo, uma experiência que começou no ano passado. Eles, que conversaram com o Estado de Minas sobre a carreira e a relação de ambos com Minas, agora pretendem viajar pelo Brasil com o espetáculo.

 

 

 

 

 

 A FAMA DEPOIS DE PARAR
Edílson – Olha, até hoje eu não consigo sair na rua, andar em shopping. O pessoal me reconhece e vem pedir autógrafo, para tirar fotos. Não me importo. Gosto. Atendo todo mundo.

Amaral – Hoje não é mais como antigamente. De vez em quando alguém vem falar comigo. Mas acho que já estão me esquecendo. Já faz muito tempo que parei e o público mudou. Os mais jovens não nos conhecem.

CLUBES MINEIROS
Edílson – Eu joguei no Cruzeiro. Ainda sou cruzeirense. Adoro me encontrar com a torcida aqui. Como no nosso jogo de estreia. A torcida gritou meu nome. Isso me deixou muito satisfeito.

Amaral – Eu tenho um respeito profundo pelo Atlético. Foi uma passagem importante na minha carreira. Acompanho tudo de longe. Mas me importo com o Galo.

VIDA EM BH
Edílson – Eu morava em Lourdes. Conhecia todo mundo. Muitos mexiam comigo, que eu queria provocar os atleticanos morando lá. Mas não é nada disso. Mas gostava de ganhar do rival.

Amaral – Eu fui para o Belvedere. Lá é mais tranquilo. Não ficava dando sopa por aí. Era mais de casa pro treino e do treino pra casa.

O JEITO DO MINEIRO
Edílson – O mineiro tem uma maneira de ser diferente. Ele se preocupa com a gente. A torcida do Cruzeiro, então, no estádio, era uma coisa diferente, especial.

Amaral – Eu sou grato por ter vindo jogar aqui. Conheci algo diferente, um povo diferente, amigo. O torcedor do Atlético, um apaixonado, de uma maneira diferente a que estava acostumado.

TREINADOR
Edílson – O Felipão foi um cara especial pra mim. Fui campeão do mundo com ele. Sou muito grato a ele pela confiança que depositou em mim.

Amaral – Eu também gosto muito do Felipão, mas não é só ele. Gostei de trabalhar também com Luxemburgo, Carlos Alberto Silva, Paulo Autuori, Ancelotti. Todos foram importantes na minha carreira.

ARREPENDIMENTO
Edílson – Olha, não me arrependo de quase nada, das embaixadinhas, que sempre lembram. Faria tudo aquilo novamente. O arrependimento que tenho é de não ter conseguido voltar ao Cruzeiro. Tentei, mas deu errado. Queria ter jogado em BH novamente.
Amaral – Eu me orgulho de toda a minha vida, desde o começo, quando menor, antes do futebol, quando fui agente funerário, lá na minha cidade, Capivari. Não tenho nada de que me arrependa.

CLÁSSICO DE HOJE
Edílson – Vou jogar na primeira partida da rodada, mas vou ficar para torcer para o Cruzeiro. Sou cruzeirense.

Amaral – Eu não vou ficar para ver o jogo, não. É que eu sigo a novela e não gosto de perder nenhum capítulo. Se fosse mais cedo ficaria para ver o jogo, mas começando às nove, perderia a novela.

TORNEIOS DE MÁSTER
Edílson – Essa é uma maneira de resgatar o ex-jogador e também um pouco do futebol e sua história. Mostra novamente os jogadores que eram irreverentes, como eu, que gostava, e gosto, de driblar. Sou do futebol moleque. Hoje não tem mais isso. Éramos divertidos. Hoje, os jogadores são robotizados, visados por serem dribladores.

Amaral – É importante em vários sentidos. Pra nós, jogadores, a oportunidade de reencontrar antigos companheiros. Quem já parou pode mostrar que ainda joga em alto nível. Serve para alavancar a história. É uma oportunidade para quem não conheceu esses jogadores, brasileiros ou argentinos ou uruguaios. Além disso, serve para ajudar o jogador que está em dificuldade. Mostra que ele está aí. Muitas vezes, esses torneios pagam bicho, o que ajuda muito.

STAND UP
Edílson – A gente começou como que por brincadeira, mas não é que deu certo? Nós três contamos casos engraçados de quando jogávamos.

Amaral – É uma coisa interessante, pois agora é minha nova profissão. Tenho um contrato e, por causa disso, nem conto mais casos e piadas quando dou entrevista. É tudo para o stand up.

Pra finalizar
E depois da entrevista, Amaral mostra a irreverência de sempre. Para, como se houvesse acontecido alguma coisa surpreendente. E solta um comentário: “Vocês viram o Padre Quevedo?.” Edílson responde: “Pois é, né rapaz, morreu ontem.” Mas lá vem Amaral de novo: “Nada disso. Disseram que ele se levantou do caixão, pois era paranormal”.

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