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Braçadas de garoto

Aos 38 anos, Nicholas Santos bate recorde, garante o ouro nos 50 metros borboleta do Mundial de Piscina Curta, na China, e se torna o atleta mais velho a alcançar tal feito


postado em 16/12/2018 05:07

Em Hangzhou, Nicholas comemora a conquista de seu segundo título na prova, já que foi campeão também na edição de 2012, em Istambul, na Turquia(foto: STR/AFP)
Em Hangzhou, Nicholas comemora a conquista de seu segundo título na prova, já que foi campeão também na edição de 2012, em Istambul, na Turquia (foto: STR/AFP)


Aos 38 anos, em plena forma e campeão. O brasileiro Nicholas Santos não poderia estar em melhor fase. Ontem, ele não só conquistou a medalha de ouro nos 50 metros borboleta do Mundial de Natação em Piscina Curta (25 metros), em Hangzhou, na China, como bateu o recorde da competição, com o tempo de 21s81. Ainda se tornou o nadador mais velho a ganhar um título mundial em piscina curta.

É a segunda medalha de ouro que o Nicholas Santos fatura nesta prova, já que ele também foi campeão nos 50 metros borboleta em 2012, na edição do torneio disputada em Istambul, na Turquia. A grande fase leva, naturalmente, a se pensar na presença dele na Olimpíada de Tóquio, em 2020, quando terá 40 anos, mas o campeão se esquiva: “Vou aproveitar o agora. O ano de 2018 foi sensacional, tenho a agradecer meu clube (Unisanta) e os patrocinadores, mas por enquanto quero curtir a conquista e esperar acabar o ano”.

Ontem, Nicholas abriu frente antes da virada dos primeiros 25 metros e administrou a vantagem até o fim, apesar da aproximação do sul-africano Chad le Clos. “Estou feliz demais. O Chad incomoda toda vez, mas consegui ser bicampeão nessa prova”, disse o brasileiro, em entrevista ao canal SporTV, concedida logo depois da prova. O brasileiro foi 16 centésimos mais rápido do que o sul-africano, que terminou 57 segundos à frente de Dylan Carter, atleta de Trinidad e Tobago que ficou com o bronze.

“A parte mais chatinha foi nadar o revezamento, entrar na piscina de soltura e vestir traje premiação para receber medalha antes da minha prova”, relatou Nicholas, em referência ao bronze conquistado antes no revezamento 4x50 medley, ao lado de Guilherme Guido, Felipe Lima e Cesar Cielo. O terceiro lugar também foi comemorado. “Importante para o time, que é um time de veteranos, e mostra que podemos chegar bem a Tóquio. Importante para mim também. Bati na trave duas vezes e agora deu tudo certo”, disse Guido. O Brasil terminou a prova com o tempo de 1min31s49, mais lento apenas que os Estados Unidos (1min30s90) e a Rússia (1min30s54).

BRONZE Outro brasileiro que subiu ao pódio na China foi Brandonn Almeida, bronze nos 400m medley com o tempo de 4min03s71. “Queria muito essa medalha. Meu ano não foi dos melhores, então vim pra cá pra usar todas as minhas forças. Deu certo!”, comemorou o nadador, de 21 anos, que conquistou a primeira medalha dele em uma edição de Mundial de Piscina Curta.

O vencedor foi o japonês Daiya Seto, que se tornou tetracampeão mundial e bateu o recorde mundial da distância, com 3min56s43. Em segundo ficou o australiano Thomas Fraser-Holmes (4min0274).

Na semifinal dos 100m livre, Marcelo Chierighini marcou o tempo de 46s93, insuficiente para ir à final – ficou em 12º no ranqueamento geral. Daiene Dias, nos 100m borboleta, e Etiene Medeiros, nos 50m livre, bateram os recordes sul-americanos de suas provas e avançaram às finais, que serão disputadas hoje.

Em baterias diferentes, João Gomes Junior (25s94), em terceiro no ranqueamento geral, e Felipe Lima (26s01), em oitavo, conquistaram a classificação para disputar a final os 50m peito, que também será hoje.

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