Jornal Estado de Minas

PANDEMIA

Gripe ou COVID? Infectologista infantil explica sintomas em crianças

Nariz escorrendo, tosse, febre… os sintomas que chegam com o inverno deixam os pais naquela dúvida: é gripe ou COVID-19? Com o aumento de casos nas cidades brasileiras e a presença de outros quadros respiratórios virais, com sintomas similares, como tosse, dor na garganta, falta de apetite e febre, a diferenciação entre eles fica ainda mais complicada.





“Em adultos a COVID apresenta sinais mais característicos, como tosse seca, perda de olfato e/ou paladar. Já as crianças que tiveram contato com alguma pessoa do mesmo núcleo familiar que testou positivo e apresenta sintomas gripais, há grande chance do agente causador ser o mesmo”, pontua André Ricardo Araújo da Silva, coordenador médico infectologista do Grupo Prontobaby.

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Vale destacar que crianças maiores de cinco anos já podem se vacinar contra a doença. Há dois imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o público infantil: as vacinas da Pfizer e da Coronavac.





Para os pais preocupados em como diferenciar os sintomas dos filhos, se são de gripe ou COVID, o infectologista pontua cinco situações que podem indicar a presença do coronavírus. Confira a seguir:
  1. Quando a criança teve contato com familiar, que mora na mesma casa, ou com alguma pessoa com teste positivo para presença do vírus, e apresenta sintomas gripais, como tosse, febre e nariz escorrendo, há grandes chances do agente causador ser o mesmo

  2. No caso de crianças maiores de 6 anos, sintomas gripais como febre, tosse e nariz escorrendo, associados à perda do olfato ou paladar, podem indicar COVID. Isso porque várias infecções respiratórias apresentam esses sintomas, mas o que temos visto na prática é eles serem mais comuns nos relatos de COVID

  3. A COVID tem uma grande variedade de sintomas. Somente com base no exame clínico é muito difícil estabelecer o diagnóstico final. Em crianças, os vírus respiratórios competem entre si. De uma maneira geral, os casos começam a aparecer primeiro em adultos e depois em crianças. Se determinada comunidade está tendo muitos casos em adultos e depois começam a surgir crianças gripadas, é possível que os casos sejam por COVID também

  4. Em sinais de gripe habitual em crianças, a família precisa ficar alerta e considerar uma ida à emergência em caso de evolução para: respiração rápida mesmo quando não há febre, sonolência ou irritação excessiva, não consegue ingerir líquidos, fica com extremidades roxas, para de brincar. Esses são sinais de alarme que indicam necessidade de atendimento

  5. Crianças com quadros respiratórios leves, que incluem rinorreia, tosse esporádica, ausência de febre, bom estado geral e continuam brincando, devem ser observadas em casa, sem necessidade de ida à emergência

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