
Além da própria homenageada, também participaram do evento o procurador-chefe do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares Júnior, e a presidente da corte mineira, desembargadora federal Mônica Sifuentes. “Foi em Serro, e em Minas Gerais, que se lançaram, uma a uma, no meu coração de criança, as sementes da fé na educação e de esperança em horizontes mais amplos; as sementes da retidão, da dignidade e do senso de justiça; as sementes do sonho e da perseverança, que me fizeram buscar o amanhã; sementes que germinaram e deitaram raízes. Aqui, sem dúvida, plasmaram-se os alicerces da minha vida e do meu futuro”, disse Assusete Magalhães em seu discurso, recordando as origens mineiras.

“Com 39 anos de dedicação à magistratura, a ministra Assusete é exemplo de excelência no Direito e de orgulho feminino, pois representa a necessária conquista dos cargos dos tribunais superiores pelas mulheres”, afirmou Sifuentes. Também estavam presentes no evento os ministros do STJ Reynaldo Fonseca e Afrânio Vilela, mineiro que em setembro foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma das duas vagas de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Primeira mulher a ocupar o cargo de juíza federal em Minas Gerais e a integrar o TRE do estado, Assusete chegou a Brasília em 1993. Desde 2012 no STJ, ela é a sétima mulher a fazer parte da corte e a única mineira em 11 anos. Atualmente, integra a Primeira Seção e a Segunda Turma do Tribunal da Cidadania, além de presidir a Comissão Gestora de Precedentes e de Ações Coletivas (Cogepac). Ela se aposenta em dezembro.
