Logo depois da votação da medida provisória sobre a reestruturação do governo, a cúpula do União Brasil começou a conversar sobre a troca de dois de seus três ministros. Daniela Carneiro, do Turismo, deixaria o cargo para que a bancada na Câmara, liderada por Elmar Nascimento (BA), indique o novo nome. O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes, que nem é do União, é o outro. A pasta, porém, continuará sob a indicação do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (AP). ...
Em tempo: O ministro de Comunicações, Juscelino Filho, que na quarta-feira à noite foi ao Congresso ajudar o governo nas articulações, é o único que, ao que tudo indica, escapou dessa dança das cadeiras no União Brasil. O tempo para esse ajuste é de dois meses, até o fim do recesso. A ideia é conseguir chegar ao final deste primeiro ano do Lula 3 com um clima melhor no Parlamento. Se não mudar, difícil ter uma pauta voltada a projetos de interesse do governo que seja vitoriosa no plenário.
Aro descarta Zema no PP
O secretário da Casa Civil, Marcelo Aro comentou a possibilidade de o governador Romeu Zema deixar o Novo e se filiar ao PP. “Zema está bem no Novo. Essa pergunta causa um conflito muito grande, mas ele está bem no Novo. Nosso trabalho é para que Novo e PP caminhem juntos. É isso que estamos trabalhando tanto no âmbito do Estado e da União para 2026”, disse Aro. Na quinta-feira, em visita a BH, o senador Ciro Nogueira (PP), disse que seria “um sonho” contar com o governador nos quadros do partido.
Encontro
Cotados para a disputa pelo Palácio do Planalto em 2026, os governadores Romeu Zema e Tarcísio de Freitas (foto) tiveram agenda diferente ontem, mesmo com a realização da 8ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), em Belo Horizonte. Enquanto Zema abria o encontro na capital mineira, o chefe do Executivo paulista participava de evento militar em São Paulo ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ainda se hospedou no Palácio dos Bandeirantes. Mas a expectativa é que os dois se reúnam hoje durante o encerramento do encontro de consórcios em BH.
Moraes provoca atleticanos
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, provocou ontem, em Belo Horizonte, Atlético e o atacante Hulk pela eliminação nos pênaltis contra o Corinthians, nas oitavas de final da Copa do Brasil, na quarta-feira. "Eu sou extremamente otimista, até porque sou corinthiano. Sei que falar isso hoje aqui em Minas pode parecer uma provocação, mas quem manda não saber bater pênalti, né? E com o Cássio [goleiro] nem o Hulk consegue fazer gol", disse ele, rindo, em evento no Clube dos Oficiais. A plateia ficou em silêncio no auditório.
A guerra real é por dinheiro
O ponto nevrálgico da relação entre o Legislativo e o Executivo é o controle do Orçamento da União. O governo não vai entregar tudo de mão beijada para os congressistas. Logo, a tensão continuará ainda que mudem os ministros.
Segurem o Padilha
Deputados de partidos de centro decidiram desligar o maçarico que alguns apontaram para o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (acima). Melhor ele, que conversa com os partidos, do que outro petista que pode entrar para fazer enfrentamento político.
E o Rui, hein?
A ideia no governo é colocar o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para atuar como coordenador geral internamente. E não na relação direta com parlamentares e projetos. Rui, porém, precisa entender que os ministros são seus colegas e não subordinados.
Por falar em Casa Civil...
Vem do Planalto um recado claro aos partidos: Quem quiser mandar no governo como um todo, precisa ser eleito presidente da República. Não é o caso de Arthur Lira e nem dos líderes de partidos aliados.
