
Candidata ao governo de Minas Gerais pelo Unidade Popular (UP), Indira Xavier relata as dificuldades de fazer campanha com poucos recursos e sem tempo de propaganda no rádio e na televisão. Em entrevista ao Estado de Minas e à TV Alterosa, ontem, Indira falou também sobre políticas habitacionais para famílias que vivem em ocupações no estado, violência contra mulheres e propostas para a saúde, com fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A candidata criticou ainda a gestão do atual governador, Romeu Zema (Novo), que, segundo ela, deixou a população desprotegida nos piores momentos da pandemia.
No canal do Portal Uai no YouTube, é possível assistir à íntegra da participação da candidata no podcast de Política “EM Entrevista”. Também no YouTube, o "Jornal da Alterosa" disponibiliza a participação de Indira pela atração. “É muito difícil porque a reforma de política de 2015 foi estabelecida para poder dificultar a presença de partidos do nosso tipo. Sob a justificativa de combater os partidos fisiológicos, ela acaba combatendo partidos que, de fato, queiram apresentar organização das lutas em defesa dos nossos direitos’, afirma.
Segundo ela, a luta é para, além de ocupar espaços de poder, cobrar ações das autoridades. “Senão eles vão continuar achando que tem uma carta em branco e que governam para si e não para nós.” Essa é a segunda eleição do partido que teve registro definitivo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2020 e ainda não tem representantes eleitos. O candidato à Presidência pelo partido é o belo-horizontino Leonardo Péricles. Indira destaca que o Unidade Popular tem 0,06% de um fundo de financiamento público, que representa cerca de R$ 3 milhões para fazer a campanha em todo o país.
A candidata critica o atual governo que, segundo ela, tem feito um esforço para fechar a Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab Minas). “Encerrar todos os trabalhos, vender todos os imóveis que estão sob responsabilidade dessa companhia e não promover nenhuma política habitacional”, afirma. A vice na chapa é Edna Gonçalves, que integra a coordenação da Ocupação Izidora, na Região Norte de BH. De acordo com ela, são cerca de 500 mil famílias sem ter onde morar no estado.
