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Estado de Minas ELEIÇÕES 2022

Em MG, disputa eleitoral conta com a força das duas maiores torcidas

Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro, é pré-candidato, e Sette Câmara, ex-presidente do Atlético, também disputa uma vaga na eleição deste ano


03/07/2022 04:00 - atualizado 03/07/2022 11:13

Torcidas do Cruzeiro e do Atlético
Torcidas do Cruzeiro e do Atlético (foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro e Pedro Souza/Atlético))

A disputa dos mineiros por vagas na Câmara dos Deputados deve ter a participação de dois personagens vivos na memória dos torcedores de futebol. Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro, é pré-candidato pelo Podemos. Sergio Sette Câmara, ex-presidente do Atlético, deve estar nas urnas sob a bandeira do Republicanos.

Ele chegou, inclusive, a ter reuniões com representantes de algumas torcidas organizadas do Galo. Os “Sergios” podem cumprir, justamente, a função de puxar votos aos partidos que defendem.

Uma fonte com experiência na montagem de chapas apontou ao Estado de Minas as chances de vitória do dirigente cruzeirense caso o Podemos consiga ao menos dois dois assentos. O mais votado da legenda tende a ser Igor Timo, que tenta reeleição.
Na visão desse interlocutor, no Republicanos, ligado a uma igreja pentecostal, o favoritismo pende ao pastor Gilberto Abramo e a Lafayette Andrada, herdeiro do sobrenome de uma família tradicional na política mineira. A legenda tem ainda Léo Motta e Alê Silva. Ex-PSL, a dupla foi eleita na esteira do bolsonarismo em 2018.

Pedro Aihara, o bombeiro, pode ser beneficiado em caso de bom desempenho do Patriota, que já conta com os deputados Fred Costa e Doutor Frederico. No Avante, a chapa construída deve ter cerca de 30 candidatos que já conseguiram ao menos 20 mil votos em pleitos anteriores.

Cálculos internos apontam a possibilidade de cinco ou seis triunfos — reeleição de Luis Tibé e Greyce Elias está na projeção. Em 2018, vale lembrar, o Avante teve o terceiro candidato mais votado de Minas: André Janones, neste ano pré-candidato a presidente.

No PSB, o presidente estadual, Vilson da Fetaemg, tentará permanecer mais quatro anos no Congresso. Uma das estratégias dos socialistas era impulsionar os votos de legenda por meio da presença do ex-ministro da Saúde Saraiva Felipe na disputa pelo governo.

Na semana passada, porém, ele teve a pré-candidatura retirada em prol do apoio a Alexandre Kalil (PSD). Agora, Saraiva avalia engrossar a lista de concorrentes à Câmara, onde esteve por muitos anos pelo MDB.

O Pros também pode conseguir uma cadeira. Isso porque o ex-petista Weliton Prado tem boa votação, sobretudo no entorno de Uberlândia, no Triângulo. Em 2018, por exemplo, ele foi o 12° na classificação geral em Minas.

Ainda em Uberlândia, mas de volta ao PT, há dois nomes que podem embolar a disputa em uma chapa recheada de quadros históricos e de postulantes à reeleição. Isso porque a vereadora Dandara Tonantzin deve ser candidata a federal e Gilmar Machado, ex-prefeito uberlandense, também estará na disputa. Um de seus trunfos é fazer "dobradinha" com o deputado estadual Doutor Jean Freire, de bom desempenho nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri — em 2018, foram 83 mil votos. Gleide Andrade, integrante do diretório nacional da sigla, é outra pré-candidata.

Também à esquerda, o Psol não terá Áurea Carolina, que abriu mão da reeleição. Iza Lourença, vereadora de Belo Horizonte, é apontada como alguém que pode herdar parte do espólio. Outra pessolista, Célia Xakriabá, que leva o nome de sua tribo, terá o apoio da Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib). Na Rede, federada ao Psol, um dos nomes oferecidos ao eleitor será o de Paulo Lamac, vice-prefeito de BH entre 2017 e 2020.
 





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