(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas GAFE

Lula afirma que Bolsonaro não gosta de gente, apenas de policial

Ex-presidente estava fazendo um discurso contra o atual governo em um evento em São Paulo, quando fez a comparação


30/04/2022 17:58 - atualizado 01/05/2022 16:25

Presidente Lula com a mão na boca
Enquanto fazia algumas acusações contra o atual presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), Lula cometeu a gafe de diferir policial de gente. (foto: EVARISTO SA / AFP)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-presidente e atual pré-candiato ao Planalto, discursou para mulheres na perifeira de São Paulo, neste sábado (30/4). Enquanto fazia algumas acusações contra o atual presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), Lula cometeu a gafe de fazer uma distinção entre policial e gente. 

"Hoje temos um presidente que não derramou uma lágrima, pelas vítimas da COVID ou com a catástrofe que houve em Petrôpolis, no Rio de Janeiro. Ele não tem sentimento. Ele não gosta de gente, ele gosta de policial. Ele não gosta de livros, ele gosta de armas", disse Lula em discurso. 

Lula e o ex-prefeito paulista, Fernando Haddad (PT) participaram do evento sobre segurança alimentar com mulheres da periferia de São Paulo e usaram dois carrinhos de compras para mostrar o que poderia ser comprado com R$ 100  em 2012 e o que dá pra comprar com o mesmo valor nos dias de hoje. O primeiro estava cheio enquanto o segundo, quase vazio.  

De acordo com o ex-presidente, Bolsonaro é um "Zé Ninguém que só sabe falar mentiras" e que odeia mulheres, negros, LGBTs, quilombolas, o PT e a Suprema Corte. Ao falar das eleições deste ano, Lula disse que o voto é "um ato revolucionário" e que, em 2022, ele deve ser usado para "mandar esse cidadão" embora, viver longe com seus filhos, em referência a Bolsonaro. 

Lula afirmou ainda que "metade da inflação" enfrentada hoje pelo brasileiro é culpa do governo, responsável pelas políticas de energia e combustível. "Ele não tem vergonha na cara", completou, ao falar sobre a fome. "Somos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo. Não tem explicação ter gente passando fome no Brasil."
 

Devolver a dignidade  


O ex-presidente disse que só se coloca como pré-candidato para devolver a dignidade ao povo pobre. "Meu compromisso não é com o banqueiro, com o alto empresariado ou com o fazendeiro, mas com o povo pobre", afirmou, dizendo em seguida que não quer "tirar nada de ninguém".

Haddad usou o simbolismo da apresentação para criticar Bolsonaro e o ex-governador João Doria (PSDB). Pré-candidato ao governo paulista, ele citou o preço alto da gasolina e dos pedágios pagos nas rodovias do Estado para explicar, em parte, porque a inflação está alta.

Em um discurso rápido, Haddad ainda afirmou que Doria aumentou os impostos que incidem sobre a cesta básica. "Chegamos nessa situação por termos maus governos nos âmbitos estadual e federal. O Bolsodoria não deu certo pra ninguém", disse.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)