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Estado de Minas ALIANÇAS

Presidenciável do Novo confia em apoio de Zema e não teme 'troca' por Moro

Felipe d'Ávila acredita que o governador de Minas vai embarcar em eventual projeto nacional do partido; ex-juiz, agora no Podemos, esteve com Zema em BH


03/12/2021 14:53 - atualizado 03/12/2021 15:48

Felipe d'Ávila em evento que o confirmou como pré-candidato do Novo ao Planalto
Felipe d'Ávila foi confirmado como presidenciável do Novo no mês passado (foto: Fábio Barros / Partido Novo)
Pré-candidato do partido Novo à Presidência da República, o cientista político Felipe d'Ávila vem a Belo Horizonte na próxima semana. Na agenda, está um encontro com o governador Romeu Zema, da mesma legenda. A conversa vai ocorrer pouco tempo depois de Zema receber Sergio Moro (Podemos), outro presidenciável, para um almoço.

Embora interlocutores participantes da reunião com o ex-juiz tenham apontado para a possibilidade de convergência entre Moro e Zema, d'Ávila acredita que terá o apoio do chefe do poder Executivo mineiro em eventual participação na corrida eleitoral de 2022.

Ao Estado de Minas, nesta sexta-feira (03/11), d'Ávila garantiu não temer que Zema dê amparo à eventual candidatura de Moro, recém-filiado a um partido.

"Conversei com o governador Zema, que sempre reiterou seu espírito partidário, e que vai apoiar minha candidatura. Eu mesmo converso muito com o Moro, uma das pessoas da terceira via com quem falo. Não é porque a gente conversa que isso vai virar apoio político", disse.

Para o cientista político, as coalizões só devem ser formadas se houver coesão ideológica. "Precisamos entender as propostas. Nesse sentido, Zema está absolutamente alinhado comigo. Não dá para criar aliança política em torno de pessoas e aspirações. Os projetos têm que ser criados em torno de propostas concretas, e (sobre) como vamos executá-las", afirmou. 

Na profusão de postulantes que tentam se posicionar como alternativas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), há outros nomes além de Moro e d'Ávila, como João Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). André Janones, do Avante, também pode entrar na disputa, assim como Rodrigo Pacheco (PSD).

O pré-candidato do Novo vem a Minas para conversar, também, com vereadores e deputados federais e estaduais também estão em pauta. No próximo dia 12, domingo, a sigla promove um encontro estadual. O presidente nacional, Eduardo Ribeiro, também estará presente.

Felipe d'Ávila propõe um projeto nacional baseado em tópicos como abertura econômica e privatização de empresas estatais. A ideia, segundo ele, é atuar contra o que chama de "PCC": patrimonialismo, corrupção e corporativismo.

"A situação do Brasil é gravíssima. Não podemos errar a mão dessa vez. Se errarmos, vamos colocar em risco a própria democracia", opinou.

O almoço entre Zema e Moro


O governador recebeu Sergio Moro no Palácio Tiradentes no último dia 24. À época, o EM mostrou que a vinda do ex-ministro da Justiça e Segurança ao estado era parte da estratégia do Podemos de costurar apoios e garantir palanques locais. O almoço, um encontro de cortesia, foi pensado para estreitar o laço entre a dupla.

No dia do convescote, o deputado federal Igor Timo, presidente do Podemos em Minas Gerais, mostrou confiança sobre uma hipotética aliança entre Zema e Moro. "Se ambos mantiverem as candidaturas como acreditamos que acontecerá, existe uma possibilidade dessa sinergia e identidade partidária e de ideais, possam culminar para um denominador comum", falou. "Acreditamos que, se porventura, esse processo se concretizar, como já tem dado sinais, é possível que a gente possa vislumbrar uma relação de proximidade entre ambos", emendou.

"Conversamos sobre a importância de Minas Gerais no projeto Brasil", garantiu Moro, por sua vez.

O Podemos é um dos partidos aliados ao governo do Novo. Os deputados estaduais da sigla compõem o bloco de sustentação ao poder Executivo na Assembleia Legislativa. Para 2022, ao contrário do expediente adotado há três anos, integrantes do Palácio Tiradentes admitem a construção de coligação para dar força à tentativa de reeleição. Outras legendas, como o PP, também estão muito alinhadas a Zema


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