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Estado de Minas ÔNIBUS

CPI da BHTrans recebe arquivos desaparecidos sobre licitação do transporte

Documentos que tratam de concorrência feita em 2008 estavam em caixas que desapareceram misteriosamente e, depois, foram entregues por exonerado


18/10/2021 19:35 - atualizado 18/10/2021 20:00

Na foto, os vereadores de BH Bráulio Lara, Gabriel Azevedo, Wanderley Porto e Rubão
Componentes da CPI da BHTrans estiveram em delegacia para obter documentos sobre licitação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da BHTrans receberam, nesta segunda-feira (18/10), cópia de arquivos referentes a uma licitação do transporte público feita em 2008. As caixas contendo os documentos sobre a concorrência estavam desaparecidas, mas  foram encontradas em setembro . Os parlamentares foram a uma delegacia da Polícia Civil no Barreiro para coletar um pen drive com a versão digitalizada dos documentos sobre a concorrência.

O pregão de 13 anos atrás, que culminou nas licenças para a operação de ônibus que rodam em Belo Horizonte, é ponto-chave da apuração do comitê de inquérito instaurado pela Câmara Municipal.

As oito caixas com os documentos relativos à licitação chegaram às mãos do presidente da BHTrans, Diogo Prosdocimi, em 13 de setembro deste ano. O último registro sobre o paradeiro do material datava de 2011. A CPI, instalada em maio, vinha pedindo, de forma recorrente, acesso ao conteúdo - que Prosdocimi pensou ter desaparecido.

Os papéis sobre a licitação, no entanto, estavam guardados em uma empresa contratada pela Prefeitura de BH para guardar materiais. Adilson Elpídio Daros, gerente exonerado da BHTrans, foi à sede da fornecedora, pegou as caixas e levou até o presidente da BHTrans.

Em 22 de setembro, a Polícia Civil  abriu os caixotes e iniciou perícia técnica . Agora, liberados para consultar os documentos, os vereadores que examinam a empresa de trânsito esperam alavancar os trabalhos da CPI.

"Ainda não é possível saber se algum documento dessas caixas desapareceu ou se houve manuseio inadequado. Tudo o que aconteceu nesse período, é motivo, ainda, do inquérito, que está na Polícia Civil - e continua", disse Gabriel Azevedo (sem partido), presidente do comitê.

O vereador foi à delegacia acompanhado de Rubão (PP), Braulio Lara (Novo) e Wanderley Porto (Patriota). A versão física dos documentos da concorrência para a gestão dos coletivos ficará armazenada na Procuradoria-Geral do Município (PGM).

Vereadores miram relatório em novembro


O texto contendo as conclusões e recomendações da apuração conduzida pelo Parlamento belo-horizontino deve ficar pronto no próximo mês. Gabriel Azevedo estima que o relatório final seja votado pelos componentes da CPI e apresentado à sociedade no dia 8.

"Vai ser um grande passo na direção de oferecer uma mobilidade melhor à cidade", esperançou ele.

O rescaldo dos trabalhos da CPI deve ser encaminhado ao poder Executivo municipal. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público de Contas do Estado (MPC-MG) e a PGM devem receber cópias do relatório.


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