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Estado de Minas METRÔ E VACINA

Em BH, Bolsonaro sanciona privatização do metrô e lança centro de vacinas

Visita para atos simbólicos fazem parte dos 1000 dias do atual governo, marca alcançada na última segunda-feira (27)


30/09/2021 11:26 - atualizado 30/09/2021 16:18

Bolsonaro esteve na Cidade Administrativa para assinatura de acordos
Bolsonaro esteve na Cidade Administrativa para assinatura de acordos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Em comemoração aos 1000 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou nesta quinta-feira (30/9), na Cidade Administrativa, dos atos simbólicos relativos à sanção da liberação de R$ 2,8 bilhões para melhorias do metrô de Belo Horizonte e também do lançamento do primeiro Centro Nacional de Vacinas, que será fixado na capital mineira.
 
O ato contou com a presença do governador Romeu Zema (Novo), do ministro da Cidadania, João Roma, e da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, além de diversos deputados e personalidades. O prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD), não compareceu ao evento. 
 
Segundo Romeu Zema, o edital do metrô será lançado em cinco meses pelo governo federal. Ele entende que, a partir da privatização, novos avanços poderão ocorrer.
 
“A previsão é que o governo federal lance o edital de concessão em março de 2022, daqui a cinco meses, garantindo a melhoria da linha 1 e a construção da linha 2, que ligará Barreiro ao Calafate. Muito mais fácil será fácil continuará a expansão, uma vez que será de interesse da concessionária expandir as linhas, o que significará aumento de usuários”.

O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) do metrô de BH foi aprovado pelo Congresso na última segunda-feira (27), ao passar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal no mesmo dia. O texto dá esperanças a respeito da modernização e ampliação do metrô da Região Metropolitana de BH.

O projeto, anunciado em agosto deste ano como solução para ampliação do metrô - demanda antiga da cidade belo-horizontina e municípios próximos -, prevê a privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa que administra o metrô de BH. A nova concessionária terá um aporte de R$ 2,8 bilhões mais R$ 400 milhões do governo estadual para pagamento de dívidas, término da linha 1 (Eldorado/Venda Nova) e construção da linha 2 (Calafate/Barreiro).

O outro evento tratou do lançamento da pedra fundamental do primeiro Centro Nacional de Vacinas, sediado em BH, próximo ao Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A iniciativa, anunciada em 2 de setembro, é uma parceria de Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e UFMG.

Bolsonaro participou do lançamento de um centro de vacinas uma semana depois de ser o centro de uma polêmica envolvendo a vacinação contra a COVID-19. O presidente esteve em Nova York, nos Estados Unidos, para a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e era um dos únicos líderes que não estavam imunizados.

O próximo compromisso de Bolsonaro é um almoço com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Na sequência, ele retorna ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, cidade da Região Metropolitana da capital mineira, e volta para Brasília. 

Manifestações

O evento dos dois anúncios contou com a presença de manifestantes pró e contra Bolsonaro. Em um primeiro momento, os contrários chegaram a ficar cara a cara com apoiadores, mas logo eles se deslocaram para um espaço reservado, mas de frente à área dos bolsonaristas.  A pedido do presidente, os apoiadores foram liberados para chegar mais perto do palco e responderam com gritos de “mito, mito”.

Antes do evento, que aconteceu no vão livre da Cidade Administrativa,  eles trocaram xingamentos, e um pequeno princípio de confronto  entre vários contrários e poucos apoiadores aconteceu, mas o empurra-empurra logo foi controlado pela polícia e seguranças da Presidência da República. 

Os manifestantes contrários, em menor número mas ainda expressivos, mudaram de local, ficando mais paralelo ao palco e mais longe dos bolsonaristas. Ao fim da cerimônia, Bolsonaro cumprimentou os apoiadores.


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