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Estado de Minas Governo Bolsonaro

Festa dos mil dias é ofuscada por inflação alta e reformas emperradas

Diretor-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, faz a lista de insatisfações do mercado com o governo do presidente Jair Bolsonaro


26/09/2021 04:00 - atualizado 26/09/2021 07:28

Diretor-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco
Diretor-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco (foto: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

Investidores, analistas de bancos e corretoras esperam nova postura de Bolsonaro diante dos problemas socioeconômicos que o país enfrenta.

“Os cidadãos irão comemorar os mil dias com um banho rápido e com as luzes apagadas. Quando o presidente assumiu, a situação fiscal já era difícil e a pandemia a agravou. O aniversário de mil dias cai em um péssimo momento. As crises institucional, econômica e social estão entrelaçadas”, diz o diretor-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco.

Ele lembra que “privatizações, reformas, cortes de subsídios e outras medidas aguardadas pelo mercado caminham a passos lentos” e comenta que o governo precisa agir por mudanças “As expectativas também não são favoráveis. Há incertezas geradas pelo comportamento permanentemente conflituoso do próprio presidente com os outros poderes. A ânsia pela reeleição ameaça a responsabilidade fiscal”, alerta Castello Branco.

“Esses fatos não contribuem para a estabilidade e para a previsibilidade que os agentes econômicos desejam. Dessa forma, as consequências são a queda da bolsa, a alta do dólar, a inflação ascendente, os juros futuros subindo, a fuga de capitais, os investimentos postergados e o desemprego”, completa.

Por fim, Castello Branco destaca que o presidente tentará contornar essas dificuldades investindo em programas populistas como o Auxílio Brasil; outros dirigidos a determinados segmentos como policiais e militares; e investimentos que tragam resultados eleitorais.

“Excepcionais” 


Por outro lado, o deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, garante que os primeiros anos da gestão do presidente foram “excepcionais” e que o governo tem muito a comemorar. Ele cita a reforma da Previdência, o Acordo de Alcântara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra e o auxílio emergencial como importantes feitos do governo.

“Conseguimos preservar os empregos dos brasileiros e salvar vidas, contratamos milhões de vacinas. Os desafios principais do governo foram plenamente alcançados na relação com o Parlamento e no enfrentamento da pandemia nesses mais de dois anos”, analisa. “Avançamos na infraestrutura, leilão de portos e aeroportos, construção de pontes e ferrovias. O governo tem muito do que se orgulhar e vai avançar muito mais com as reformas tributária e administrativa”, acrescenta.

Major Vitor Hugo alega que o presidente é bem recebido nas cidades por onde passa, o que mostra que a popularidade dele não é tão baixa assim. “Em 2018, falava-se que ele não avançaria, que desidrataria, que não passaria do primeiro turno e em todas as situações venceu. Tenho plena consciência de que o governo vai seguir em frente. O Brasil segue firme para tentar equilibrar as necessidades de desenvolvimento econômico e a necessidade de preservação do meio ambiente.” 


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