
O objetivo da “Frente Ampla” é atrair pessoas, da esquerda e da direita, que querem que o presidente da República deixe o cargo. Apesar disso, internautas criticam a união de grupos com ideologias tão distintas.
Manifestantes de branco
Erick Santos, diretor do Movimento Acredito — um dos movimentos que compõem a ofensiva "Fora, Bolsonaro" —, diz que a preocupação inicial do grupo era a proibição imposta por organizadores dos atos do dia 12 a bandeiras e camisas ligadas à esquerda. O MBL e o Vem pra Rua já avisaram que os manifestantes deverão estar de branco.
“Inicialmente, o caráter apartidário e anti-esquerda nos preocupava muito. Ainda estamos atuando para amenizar isso, mas entendemos que era necessário aderir ante a ameaça crescente do golpismo, para dar uma resposta”, disse Santos.
Ele disse que as conversas, neste momento, são para tentar derrubar a proibição a símbolos e roupas que remetam a partidos e movimentos de esquerda. As conversas para a participação nos protestos, no entanto, já estão avançadas e ele afirmou que alguns grupos, como é o caso do Acredito, deverão ir independentemente dessa decisão.
Os atos estão sendo organizados pelo menos desde julho. A reportagem também falou com um dos fundadores do MBL, que confirmou que o diálogo está ocorrendo e disse que a pauta é uma só: o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
