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Estado de Minas DISPUTA ELEITORAL

Eduardo Bolsonaro quer criação da CPI das urnas eletrônicas

Parlamentar faz ataques ao ex-secretário de Tecnologia de Informação do TSE, Giuseppe Janino, considerado pai das urnas eletrônicas; ele deixou o cargo em maio


04/08/2021 20:29 - atualizado 04/08/2021 21:05

Eduardo Bolsonaro é favorável à criação de CPI para apurar eventuais fraudes em eleições(foto: Gil Cohen/AFP)
Eduardo Bolsonaro é favorável à criação de CPI para apurar eventuais fraudes em eleições (foto: Gil Cohen/AFP)
 
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pediu nesta quarta-feira (4/8) a criação da CPI das urnas eletrônicas com base num relatório da pela Polícia Federal, citado por ele. A afirmação foi feita em suas redes sociais. 
 
Na denúncia, o parlamentar afirma que o sistema eleitoral foi invadido por hackers na disputa de 2018, que marcou a vitória de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad na eleição presidencial.

“Estou preparando a peça para abrir a CPI das urnas eletrônicas com base nas graves denúncias embasadas no relatório da Polícia Federal em que através de documentos o próprio TSE admite que o sistema foi invadido pelo menos em 2018 (sic)”, postou.



Ele ainda faz ataques ao Secretário de Tecnologia de Informação do Tribunal Superior Eleitoral,  Giuseppe Janino, considerado o pai das urnas eletrônicas.

“Cadê as provas? Estão aí. Inquérito da Polícia Federal de 2018, onde Giuseppe Janino, o pai das urnas eletrônicas, confessa que o código fonte do TSE foi invadido!”, publicou. 

“Semanas atrás Giuseppe Janino pediu exoneração do TSE e hoje é assessor do ministro Barroso”, completou.

O presidente Jair Bolsonaro vem tentando articular com o Congresso um projeto de lei que institui o voto impresso, que não é utilizado no Brasil desde a eleição de 1996.

Nesta quarta-feira (4/8), o presidente da Comissão Especial do Voto Impresso, Paulo Eduardo Martins, afirmou em entrevista ao Portal UOL que é inviável debater sobre eleições diante do governo de Bolsonaro.

“O tema ficou muito difícil e acabou se tornando um tema pesado. A politização do tema, ligado ao presidente da República, tirou margem de manobra de outras forças políticas que são antagônicas ao presidente, mas que também são favoráveis ao voto impresso”, disse.

Ele também defendeu a segurança do modelo e não vê indícios de fraudes no sistema eletrônico. 

“Não basta ter um sistema seguro apenas, precisa ser seguro e apreensível, que não possa ser desmoralizável. A minha crítica sempre foi sobre esse ponto de vista, nunca foi sobre fraudes”.


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