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Estado de Minas TROCA DE FARPAS

Bolsonaro chama Omar de 'patifão' e senador rebate: 'Vá comprar vacinas'

Presidente da CPI da COVID rebateu o ataque do presidente da República nesta quarta-feira (2/6) e mandou ele ir se preocupar em salvar a população


02/06/2021 11:46 - atualizado 02/06/2021 13:14

Presidente da CPI da COVID no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), e presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido)(foto: Agência Senado/Alan Santos/PR)
Presidente da CPI da COVID no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), e presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) (foto: Agência Senado/Alan Santos/PR)
O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, rebateu os ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O chefe do executivo parou na porta do Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (2/6) para falar com apoiadores e mencionou o nome dos senadores como corruptos.

Um dos apoiadores, que se diz funcionário da Polícia Federal e atua no combate à corrupção, dizia que no governo atual não houve tantas investigações de desvio como nos anteriores. Ele chegou a mencionar que atualmente está sendo investigado o desvio de dinheiro por governadores e prefeitos destinado ao combate à pandemia e que a CPI deveria se encarregar disso.

“A CPI do Patifão. O presidente e o relator já disseram que não vão apurar desvios de recursos. Só quem sabe quem é Omar Aziz e Renan Calheiros e não precisa falar mais nada”, respondeu o presidente da República. Patifão, segundo o dicionário, é 'grande e notório patife', que significa 'que ou quem perdeu ou demonstra não ter vergonha; infame, vil, canalha'.

Enquanto isso, o senador Omar Aziz interrompeu o depoimento da médica infectologista Luana Araújo na CPI da pandemia para comentar sobre o ataque. “Presidente, não perca tempo comigo e com o Renan. Vá comprar vacinas para salvar a população”, disse.

Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, disse que qualquer ataque partindo do presidente ele recebe como elogio. Omar completou: “Não use as mortes porque nós vamos investigar tudo aquilo que for necessário na CPI, não se preocupe com o nosso trabalho. Faça o seu, se preocupe com o seu, deixa que na CPI a gente conduz aqui bem”, afirmou.


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