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Estado de Minas EXTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA

PGR quer mudar no STF relator que investiga Ricardo Salles

Pedido foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, após Procuradoria-Geral da República não ser informada de operação com mandados contra Ricardo Salles


26/05/2021 10:13 - atualizado 26/05/2021 10:43

Ministro Alexandre de Moraes(foto: Nelson Jr./SCO/STF)
Ministro Alexandre de Moraes (foto: Nelson Jr./SCO/STF)


A Procuradoria-Geral da República (PGR) quer mudar de mãos a  relatoria, no Supremo Tribunal Federal (STF), de processo envolvendo suspeita de contrabando de madeira extraída da Amazônia.

 

Os autores investigados desse suposto crime ambiental são servidores públicos, entre eles o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e empresas privadas ligadas á exploração e exportação de madeira.

 

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a PGR pediu que a investigação que mira ‘grave esquema de facilitação ao contrabando’ fosse enviada à ministra Cármen Lúcia.

 

O argumento usado pela PGR é que a ministra é relatora de dois feitos que tratam de suposta atuação indevida do ministro do Meio Ambiente em benefício de empresas madeireiras, entre elas a notícia-crime enviada à corte pelo delegado Alexandre Saraiva, ex-chefe da Polícia Federal no Amazonas, que perdeu o cargo após acusar Salles de crimes de obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa.

Operação Akuanduba

Como revelou a jornalista Eliane Cantanhêde, o pedido para a troca de relatoria da Operação Akuanduba também chegou ao presidente do STF, Luiz Fux, em ofício elaborado pelo chefe do MPF, Augusto Aras.

Ao negar o pedido assinado por Humberto Jacques de Medeiros, Alexandre defendeu que os fatos narrados nos autos da investigação - que acabou fazendo buscas contra Salles - são ‘absolutamente diversos’ dos descritos nas petições sob relatoria de Cármen Lúcia.

O ministro do STF também frisou que a Operação Akuanduba foi aberta no âmbito de processo distribuído para sua relatoria antes mesmo de os casos sob alçada de Cármen chegarem ao STF.

O Estadão mostrou ainda que que, antes de autorizar as diligências realizadas pela Polícia Federal na última quarta-feira (19/5), Alexandre desarquivou uma notícia-crime que estava engavetada desde outubro, a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Alexandre desarquivou o caso por considerar que novas informações apresentadas pela Polícia Federal eram ‘substanciais elementos modificadores do panorama probatório anterior, aptos a possibilitar o retorno das investigações pela alteração das circunstâncias fáticas’.

O que abasteceu o inquérito foi o depoimento de um servidor do Ibama lotado na Superintendência de Apuração de Infrações Ambientais da pasta e algumas comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras por ‘operações suspeitas de investigados’.


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