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Estado de Minas PANDEMIA

Ao vivo: começa a CPI da COVID

Trabalho no Senado começa com eleição do presidente e relator; CPI vai investigar as ações e omissões do governo Bolsonaro no combate à pandemia


27/04/2021 10:17 - atualizado 27/04/2021 11:34


O Senado instalou na manhã desta terça-feira (27/04) a CPI da COVID, que vai apurar as ações e omissões do governo do  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia do novo coronavírus.

 

O primeiro a falar foi o senador Ciro Nogueira (PP/PI), aliado de Bolsonaro. Nogueira tentou postergar a instalação do colegiado alegando regras regimentais para impedir a participação na CPI de senadores de oposição ao governo federal.

A CPI começa com ânimos acirrados de ambos os lados, governo e oposição. Nessa segunda-feira (26/04), Bolsonaro voltou a ameçar a democracia fazendo uso do expediente de colocar as Forças Armadas nas ruas.

Em contrapartida, a oposição, mais visível na provável relatoria do senador Renan Calheiros (MDB/AL), já que a Justiça concedeu liminar proibindo o cargo para o emdebista, promete colocar a nu a governança do governo Bolsonaro no combate à pandemia do novo coronavírus

Munição

Imagem da reunião para instalação da CPI da COVID(foto: REPRODUÇÃO/TV SENADO)
Imagem da reunião para instalação da CPI da COVID (foto: REPRODUÇÃO/TV SENADO)

Outro assunto relativo à CPI da COVID que chama a atenção até aqui, além do fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter determinado a abertura da CPI para investigar o governo federal,  são as 23 perguntas enviadas por e-mail pelo Ministério da Casa Civil aos demais ministérios.

O texto da Casa Civil  tenta se antecipar aos prováveis questionamentos do colegiado. O curioso nessa antecipação do Planalto é que o governo deu munição à oposição, na medida que os oposicionistas tinham em mente menos questionamentos que o próprio governo.


Para a oposição, as 23 perguntas formuladas pela Casa Civil podem funcionar também como um sinal de mea culpa do governo Bolsonaro, o que resultou na maior crise sanitária da história do país, com quase 400 mil mortos pela COVID-19 até hoje.


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