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Estado de Minas

Assessor de Bolsonaro faz gesto considerado supremacista em audiência

Em sessão no Senado, Filipe Martins teria feito sinal que representa as iniciais White Power (Poder Branco)


24/03/2021 20:07 - atualizado 24/03/2021 20:43

Filipe Martins fez o gesto durante fala do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(foto: Reprodução)
Filipe Martins fez o gesto durante fala do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (foto: Reprodução)
Nesta quarta-feira (24/03), em sessão no Senado Federal com o chanceler Ernesto Araújo, o assessor especial para assuntos internacionais do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, reproduziu um gesto obsceno e também considerado supremacista. Durante a fala de introdução do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o assessor fez o sinal que significaria White Power (Poder Branco).

 

“O significado do gesto é "White Power", "Poder Branco". Os três dedos esticados formam o W. O indicador colado no polegar forma o círculo do P”,  explicou o sociólogo Celso Rocha de Barros, em postagem no Twitter. 

O gesto com forma arredondada, que também pode ser entendido como um 'OK', foi classificado como 'uma verdadeira expressão da supremacia branca', de acordo com a Liga Antidifamação, organização que monitora crimes de ódio nos Estados Unidos. 

O senador  Randolfe Rodrigues (Rede-AP) se revoltou com o gesto e pediu que Filipe Martins fosse retirado das dependências do Senado e autuado pela Polícia Legislativa.

"Eu não sei qual o sentido do gesto do senhor Filipe, era bom que ele explicasse, mas isso é inaceitável, em uma sessão do Senado Federal, durante a fala do presidente do Senado, um senhor está procedendo de gestos obscenos, está ironizando o pronunciamento do presidente da nossa Casa. Não, isso é inaceitável e intolerável. Isso é inaceitável. Basta o desrespeito que esse governo está tendo com mais de 300 mil mortes a esta altura. Não aceitamos que um capacho do presidente da República venha ao Senado”, disparou. 

Após a declaração de Randolfe Rodrigues, Rodrigo Pacheco pediu calma à audiência e pediu que a secretaria e a Polícia Legislativa analisassem o episódio. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não comentou o gesto de Martins. 


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