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Estado de Minas

Araújo é considerado o pior ministro


30/01/2021 04:00

Parlamentares avaliam como mau o desempenho de Ernesto Araújo (foto: MANDEL NGAN/AFP %u2013 30/11/20)
Parlamentares avaliam como mau o desempenho de Ernesto Araújo (foto: MANDEL NGAN/AFP %u2013 30/11/20)

Brasília – Após o vice-presidente Hamilton Mourão sinalizar que o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pode ser demitido após as eleições no Congresso, os parlamentares mostraram ter a mesma posição em relação ao chanceler. Na avaliação de líderes da Câmara e do Senado, Araújo é o pior ministro do governo de Jair Bolsonaro. De acordo com o levantamento, realizado antes do atraso na importação de insumos para a vacinação contra a COVID-19, o ministro recebeu nota 1,9 dos parlamentares – em uma escala de 1 a 5. O segundo pior na avaliação dos parlamentares é Ricardo Salles, do Meio Ambiente, com nota 2.

Já os ministros mais bem avaliados são Tereza Cristina, da Agricultura, e Tarcísio Freitas, da Infraestrutura, ambos com nota 3,5, também na escalada de 1 a 5. O ex-deputado Rogério Marinho, que chefia a pasta de Desenvolvimento Regional, completa a lista dos três ministros mais bem avaliados, com nota 3,1. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ficou com nota 2,5. A avaliação, no entanto, foi feita antes de o ministro se tornar alvo de questionamentos por sua conduta no enfrentamento da COVID-19 e do colapso da saúde em Manaus (AM). Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, ficou em posição intermediária na avaliação do Congresso, com nota 2,8.

A pesquisa Painel do Poder foi feita entre 26 de novembro e 2 dezembro de 2020 pelo site Congresso em Foco. Ao todo, 70 deputados e senadores foram consultados, considerando a proporcionalidade de partidos, posicionamento em relação ao governo e distribuição geográfica dos entrevistados. O Painel consulta a cada três meses os principais líderes do Congresso, como presidentes de comissões ou frentes parlamentares, líderes de bancada e formadores de opinião na Câmara e no Senado.

O chanceler Ernesto Araújo foi excluído das negociações com a China para a compra dos imunizantes por causa das diversas polêmicas envolvendo o ministro e os chineses. Em novembro, Araújo saiu em defesa do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que, nas redes sociais, havia associado o governo chinês à "espionagem" por meio da tecnologia 5G. Na ocasião, o presidente chegou a elogiar o ministro pela iniciativa. Bolsonaro, inclusive, convidou o titular do MRE para participar de uma live na semana passada e afirmou que não iria demitir o ministro.

Apesar das críticas de Mourão e do Congresso sobre Araújo, o presidente voltou a defender o ministro na quinta-feira. Ele chamou o seu vice, Hamilton Mourão, de "palpiteiro" e reclamou da declaração do general sobre a possível demissão do chanceler. "Todos os 23 ministros, eu que escolho e mais ninguém. Se alguém quiser escolher ministro, que se candidate em 2022, e boa sorte em 2022", afirmou ao ser questionado por um apoiador.



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