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Estado de Minas IMPEACHMENT

Impeachment de Dilma contou com Temer, Maia e Baleia, diz Cunha em livro

Livro 'Tchau, Querida' será lançado nos próximos meses e conta bastidores do impeachment da ex-presidente


26/01/2021 09:53 - atualizado 26/01/2021 10:11

Eduardo Cunha é tido como uma das figuras centrais para o impeachment de Dilma Rousseff(foto: Lula Marques/Partido dos Trabalhadores)
Eduardo Cunha é tido como uma das figuras centrais para o impeachment de Dilma Rousseff (foto: Lula Marques/Partido dos Trabalhadores)
Ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ) conta em um livro que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, teve participação direta de nomes como os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Baleia Rossi (MDB-SP) e do ex-vice e ex-presidente Michel Temer (MDB). A informação é da jornalista Mônica Bérgamo, colunista da Folha de São Paulo.

Em um dos capítulos do livro “Tchau, Querida”, que conta a história do impeachment de Dilm, Cunha, autor da obra e presidente da Câmara em 2016, diz que Temer “foi sim o militante mais atuante e importante” na derrubada da petista da presidência. “Ele simplesmente quis e disputou a Presidência de forma indireta. Ele fez a escolha’”, diz.

Ao abordar Maia, atual presidente da Câmara, Cunha o chama de “um dos principais militantes” pelo impeachment, buscando “os holofotes dessa participação”. “Não tinha limites para a sua ambição e vaidade”. Já Baleia Rossi, que disputa a eleição da presidência da Câmara na próxima semana, seria um dos ministros de Temer, que assumiu após o impeachment de Dilma.

O fato só não aconteceu, segundo Cunha, pois Baleia Rossi respondia a acusações de fraude na merenda escolar em São Paulo. Outro ponto abordado por Cunha é a força do PSDB, partido de Aécio Neves, derrotado nas eleições de 2014 por Dilma. O ex-presidente da Câmara diz que o PSDB apoiou a todo instante o impeachment da então presidente.

“Preferi não ser omisso com a história e nem infiel aos fatos. Foi muito difícil todo esse processo, além das consequências que afetaram toda a minha vida e a da minha família, mas não me arrependo da maior parte das decisões que tomei, embora também tivesse cometido alguns erros durante o processo”, diz Cunha, em um encerramento.

O livro “Tchau, Querida”, de Eduardo Cunha, ainda passará por revisão ortográfica e processo de edição até ser lançado, nos próximos meses.


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