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Estado de Minas OPERAÇÃO PARALELO

PF: Serra e Seripieri estão no 'topo da cadeia criminosa' em esquema de caixa 2

Investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal na terceira fase da operação Lava-Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo


21/07/2020 14:39 - atualizado 21/07/2020 15:18

José Serra é indicado como 'topo da cadeia' no esquema de CAIXA 2 investigado pela terceira fase da Lava Jato(foto: Agência Brasil/Reprodução)
José Serra é indicado como 'topo da cadeia' no esquema de CAIXA 2 investigado pela terceira fase da Lava Jato (foto: Agência Brasil/Reprodução)
O senador José Serra (PSDB-SP) e o fundador da Qualicorp, o empresário José Seripieri, foram apontados pelo delegado Milton Fornazari Júnior como “topo da cadeia criminosa” relacionada ao caixa 2 que envolveu supostos repasses ocultos de R$ 5 milhões para a campanha do político ao Senado em 2014. As investigações estão sendo feitas pela Polícia Federal na terceira fase da operação Lava-Jato.

“Temos no topo da cadeia criminosa, no polo financeiro, temos supostamente o acionista controlador da empresa Qualicorp. E no topo da cadeia, no polo político, temos o então candidato José Serra”, afirmou o delegado.

De acordo com ele, os valores eram passados por meio de uma gráfica, uma empresa de camarotes e a Titans Group. Ele explica que para que isso funcionasse de forma ilegal, existia uma estrutura  com o objetivo de "dissimular a origem ilícita dos valores repassados ao então candidato em 2014". Para isso, havia a simulação de prestação de serviço e aquisição de produtos por meio de transferências bancárias.

Existem também indícios de repasses de uma empresa de construção civil e uma do ramo alimentício. Os valores chegam a quase R$ 2 milhões. 

O delegado ainda explica que  "o acionista controlador (Seripieri) fornecia os números de contato dos intermediários do candidato, e o grupo encarregado de pagar entrava em contato com o grupo de Serra e fazia reunião para convergir sobre como os repasses seriam feitos.”

Entenda a Operação Paralelo 

A terceira fase da Operação Lava-Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo foi desencadeada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo. A ofensiva foi aberta por ordem da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, que também determinou o bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados.


Um dos principais alvos da Operação Paralelo é o empresário José Seripieri Junior, fundador e ex-presidente da Qualicorp, preso temporariamente no âmbito da operação. Segundo a Ministério Público Eleitoral, supostas doações de R$ 5 milhões não contabilizadas à Serra em 2014 teriam sido feitas a mando de "Junior".

A Polícia Federal apontou ainda que a investigação identificou outros pagamentos, "em quantias também elevadas e efetuados por grandes empresas, uma delas do setor de nutrição e outra do ramo da construção civil, todos destinados a uma das empresas supostamente utilizadas pelo então candidato para a ocultação do recebimento das doações".
 
No ínicio da tarde desta terça-feira (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli suspendeu o mandado de busca e apreensão que seria cumprido no gabinete do senador José Serra (PSDB) no Senado.


Confira nota de José Serra:


"José Serra lamenta a espetacularização que tem permeado ações deste tipo no país, reforça que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos. Importante reforçar que todas as contas de sua campanha, sempre a cargo do partido, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”
 
*Com agências
*Estgagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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