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Estado de Minas

Kalil, sobre eleições em BH: 'Sei brigar. O que não sei, e ninguém sabe, é como segurar essa pandemia. E isso me desespera'

Em entrevista exclusiva, o prefeito de Belo Horizonte disse que não está com 'espírito' para falar de política. Mas antecipou que não vai negociar a vaga de vice com outros partidos


postado em 04/07/2020 23:04 / atualizado em 04/07/2020 23:11

Entrevista com Alexandre Kalil, prefeito de BH

“Vou escolher o vice e ponto final”

Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte(foto: Alexandre Guzansehe/EM. D. A. Press)
Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte (foto: Alexandre Guzansehe/EM. D. A. Press)
 
As eleições municipais foram adiadas para novembro. Em sua avaliação, a pandemia prejudica prefeitos que se candidatarem à reeleição?

Acho que é igual para todo mundo. No futebol tem uma tônica boa. O time que perde fala que o gramado está muito ruim. Parece que o time que ganha tinha um gramado e o que perde tinha outro. Então, é igual para todo mundo. Acerto ou erro vem da consciência de cada um. Eu não consigo (discutir isso agora), e isso não é demagogia, pois, se fosse, faria o que todos querem que eu faça, que é botar todo mundo na rua e eu não estaria recebendo essa pressão. Eu te digo que a gente tem de fazer o que deve ser feito, e o que acha que deve ser feito. E a Terra é redonda.


O senhor preferiria que as eleições não fossem adiadas?

Quem deve resolver é a ciência, a medicina. Não é achismo, não é astrologia. Há um erro de quem manda nisso. Não é prefeito; é o Congresso, é o STF, o TSE. E chamar os médicos e perguntar como vamos fazer, qual é data. Tudo o que estão defendendo, na hora de escolher uma data, negam. O Congresso não falou em medicina e ciência o tempo todo? Então, têm de tratar o assunto não é dando dinheiro para prefeito, para dar tempo de televisão para política. É chamar os médicos. E tem de chamar de outro lugar, porque no ministério não tem mais. Arruma um lugar que tem médico. É chamar os médicos e perguntar: “Quando vamos fazer, qual é a conta mais razoável?”.

Em BH, alguns empresários trabalham para financiar outros candidatos para enfrentá-lo. O senhor identifica na cidade focos de oposição mais dura?

Ainda não parei para pensar nisso. Mas temos trabalho feito. Pobre não é burro. É só pobre.

O seu leque de alianças, como está?

Grande, vou ter muitos partidos.

Na extrema-direita, temos Bolsonaro, que deve apoiar um candidato, tem Rodrigo Paiva com apoio do governador, um candidato de direita. Há outros candidatos no campo da direita, como o João Vítor Xavier (Cidadania), com apoio do senador Rodrigo Pacheco (Dem). De tal forma que de sua posição, ao centro, o campo político em aberto tende também para a esquerda. Como está o seu diálogo com os partidos de esquerda?

Olha, não começamos ainda. É óbvio que qualquer apoio é bem-vindo, mas não consigo conversar esse assunto agora, na base de Lexotan. Não consigo conversar sobre esse assunto, ainda não tem a data da eleição. Fizemos o diretório municipal do PSD, nem conheço, não fui lá ainda. Não dá para falar de política agora. Não, meu espírito não dá. E na hora em que for para falar, vou falar, sei brigar, eu sei ir para o campo de batalha, isso não me preocupa. Porque sei fazer. O que não sei é como segurar essa pandemia. E ninguém sabe. E isso me desespera.

Em nível local, o senhor acredita que o debate eleitoral terá nível muito baixo?

O que tinham de falar de mim, que eu devia IPTU, continuo devendo. E na PBH tem três anos e meio que nunca ninguém piou um escândalo aqui dentro. E levo para o nível que quiserem. Se quiserem debater em bom tempo, vou debater. Mas se quiserem ir para o esgoto, eu vou também.

Quais são os partidos com os quais o senhor está conversando mais ao centro? O MDB sai com o senhor?

Sai. O próprio PP sai, o PSD, que é meu partido. Tenho o PDT. Deve sair porque apoiei o Ciro em BH, já conversei com ele sobre isso. Há um leque de partidos que saem.

Como está a sua relação com o vice, Paulo Lamac?

Ótima.

Vocês voltarão a compor a chapa?

Isso ainda estamos estudando, não há nada resolvido. Mas o Paulo vai fazer parte da minha campanha.

O senhor repetiria essa composição ou há tendência em chamar alguém do MDB?

Não negocio o meu vice, mesmo que isso custe a minha eleição. Todos estão em pauta. Paulo Lamac está em pauta. Fuad Noman (ex-secretário da Fazenda) está em pauta. Qualquer secretário meu está em pauta. Então, não negocio vice. Vice vou escolher e ponto-final. (BM) 


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