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Estado de Minas MILITARIZAÇÃO

Ministério da Saúde chega a 25 militares nomeados

No Diário Oficial desta sexta (5/6), foram confirmados os nomes do tenente-coronel Nivaldo Alves de Moura Filho e do coronel médico Roberto Bentes Batista


postado em 05/06/2020 14:56 / atualizado em 05/06/2020 15:17

Número de admissões de patentes altas triplicou no ministério desde a saída de Teich, em 24 de maio (foto: Adauto Cruz/CB/D.A Press )
Número de admissões de patentes altas triplicou no ministério desde a saída de Teich, em 24 de maio (foto: Adauto Cruz/CB/D.A Press )
Mais dois militares foram nomeados para o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (5/6). As nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo ministro interino, general Eduardo Pazuello. Para o cargo de diretor de Programa da Secretaria-Executiva foi escolhido o tenente-coronel Nivaldo Alves de Moura Filho. Já o coronel médico Roberto Bentes Batista assume a direção do Departamento de Engenharia de Saúde Pública da Fundação Nacional de Saúde. Com a inclusão, passa para 25 o número de militares na linha de frente da pasta mais requisitada em tempos de emergência de saúde. 

Além de cardiologista e médico familiar, Batista é pós- graduado em Gestão da Administração Pública e possui especialização em Política e Estratégia.

Desde a saída do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, a inserção de militares na Saúde foi priorizada pelo presidente Jair Bolsonaro, que nunca escondeu a intenção de conduzir mais de perto o ministério desde a instabilidade gerada com as divergências entre ele e Mandetta.

O objetivo era "começar a formar um ministério que siga a orientação do presidente de ver o problema como um todo", disse Bolsonaro no mesmo dia em que demitiu o antecessor de Nelson Teich.

Número cresceu após saída de Teich


Após o pedido de demissão do médico oncologista, líder da pasta por menos de um mês, que o número de admissões de patentes altas triplicou.

Nos primeiros dias substituindo Teich, o agora ministro interino Pazuello nomeou, de cara, nove militares de carreira. Nas semanas seguintes esse número foi crescendo, o que já era esperado, uma vez que, em 4 de maio, a Defesa publicou a liberação de 17 nomes à Saúde.

Nos bastidores da pasta, enquanto alguns avaliam o ingresso da equipe como um ponto positivo, devido a características típicas da carreira militar como disciplina e capacidade de ação frente a uma batalha, outros encaram a movimentação como uma forma de controle da pasta por parte de Bolsonaro, fazendo valer as interpretações políticas sobre as técnicas.

cumprimento da ordem presidencial para liberar os dados compilados de atualização de casos de COVID-19 depois da transmissão dos telejornais de grande visibilidade foi interpretado internamente como uma "demonstração clara" dessa tutela.

Outras nomeações


Além dos militares, três nomes foram integrados a cargos de liderança do Ministério da Saúde. Com assinatura do ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto, o professor e farmacêutico Arnaldo Correia de Medeiros foi nomeado o novo secretário de Vigilância em Saúde do ministério da Saúde, assumindo o lugar de Wanderson de Oliveira.

Para exercer a Função Comissionada do Poder Executivo de Coordenador de Apuração Disciplinar da Corregedoria-Geral, da Diretoria de Integridade, foi designado o sociólogo de formação Luciano Chagas Barbosa.

Entre 2014 e 2016, ele foi coordenador de Apuração Disciplinar da Corregedoria-Geral do Ministério da Saúde, tendo sido designado substituto eventual do Corregedor-Geral.

Já a função comissionada de chefe do Serviço de Orçamento e Finança da Secretaria Especial de Saúde Indígena foi delegada para Felisberto de Sousa Rocha.

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