![(foto: Marcos Corrêa/PR Brasilia - DF) (foto: Marcos Corrêa/PR Brasilia - DF)](https://i.em.com.br/mPybr1ZL298TXeMl2SRQ0KASQd0=/790x/smart/imgsapp.em.com.br/app/noticia_127983242361/2020/02/20/1123332/20200220154716645855o.jpg)
Na última terça-feira, o presidente disse que a repórter “queria a todo custo dar um furo contra ele”. Patrícia Campos foi a autora de reportagem, em dezembro de 2018, sobre o disparo de mensagens no WhatsApp para beneficiar políticos durante as eleições daquele ano.
Bolsonaro referiu-se ao depoimento de Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário da Yacows, uma das empresas que teriam feito os disparos, na CPMI das Fake News no Congresso, em 11 de fevereiro. Sem apresentar provas, o depoente acusou Patrícia de oferecer sexo em troca de informações para a reportagem.
No pronunciamento desta quinta, após criticar a imprensa, o presidente sugeriu que jornalistas “sigam o exemplo do governo, adotem o lema João 8:32. Afinal de contas, né, isso deveria ter um carimbo na testa de cada jornalista: ‘a verdade acima de tudo’. E deixar de se comportar como um partido político de extrema-esquerda”.
João 8:32
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, diz o versículo citado por Bolsonaro. Na época da eleição, a frase era amplamente usada por ele e candidatos da base eleitoral.
O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, tem o trecho tatuado no braço. Em entrevista ao Canal Livre, da Band, Onyx disse que gravou a inscrição no corpo para lembrar do “dia que errou”. “Isso é para mim, não é para sair por aí mostrando”, declarou.
Lorenzoni contou que a tatuagem foi feita em 2016, depois que foram divulgadas as notícias de que ele havia recebido R$ 100 mil, por meio de caixa 2, na campanha para deputado em 2014.
#SomosTodosBolsonaro
A hashtag #SomosTodosBolsonaro ficou em alta durante a tarde nas redes sociais. Apoiadores do governo alegam que o presidente “foi eleito democraticamente e tem o direito de dizer o que quiser”.
“A imprensa atiça o presidente dia após dia. De forma totalmente desleal e nunca o vi agredir fisicamente a ninguém”, diz um apoiador.
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz