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Estado de Minas POLÍTICA

Governos de Minas Gerais e Espírito Santo anunciam plano estratégico conjunto

Trabalho, sem data para ser finalizado, será feito em parceria com Fiemg e Findes


postado em 17/02/2020 14:10 / atualizado em 17/02/2020 15:06

Plano, que conta com o apoio de Zema, tem foco em infraestrutura e logística, negócios de óleo e gás, desenvolvimento do Vale do Rio Doce e segurança jurídica em transações interestaduais(foto: Paulo Filgueiras/EM/D. A. Press)
Plano, que conta com o apoio de Zema, tem foco em infraestrutura e logística, negócios de óleo e gás, desenvolvimento do Vale do Rio Doce e segurança jurídica em transações interestaduais (foto: Paulo Filgueiras/EM/D. A. Press)
Um plano de desenvolvimento econômico e industrial integrado de Minas Gerais e Espírito Santo foi lançado na manhã desta segunda-feira. O projeto, que começou a ser desenvolvido em dezembro de 2019 pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), conta com o apoio dos dois governos estaduais. Ainda não há uma data prevista para a conclusão de todo o plano, mas a expectativa do faturamento dos dois estados somados é de R$ 77,1 bilhões durante os anos de execução dos investimentos.
 
O plano estratégico conta com concessões de vias, como a BR-262 e a BR-381, ferrovias, acordos comerciais e outras ações de infraestrutura, negócios, desenvolvimento regional e segurança jurídica. Por se tratar de configuração e reconfiguração de leis, o apoio político se faz fundamental.
 
Também por isso, no evento de lançamento do projeto, realizado na manhã desta segunda-feira, na sede da Fiemg, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), estiveram presentes. Outros agentes políticos, como secretários e deputados mineiros e capixabas, também marcaram presença.
 
“Estamos aqui fazendo o que sabemos, sem depender de alguém em Brasília que defina nosso futuro. E quero um estado, sei que o Espírito Santo caminha para isso, que não criminalize a atividade produtiva. Talvez nas últimas duas décadas isso era visto como tolerável, talvez tenhamos que mudar esse conceito. Não precisa ser tratado a pão de ló, mas não precisa levar chicotadas”, disse Zema, durante discurso. 
 
Governador capixaba, Casagrande também elogiou o projeto. "Cada vez mais, teremos que ter estados protagonistas da política e na ação administrativa. É diferente do que era, mudou a comunicação, as relações, de os estados estarem dependentes do Governo Federal. Ainda temos centralidade de decisão nas mãos do governo, ele quem decide ainda ferrovias, BRs, mas cada vez mais terá que assumir compromisso. Ações como essa, que na verdade é um lançamento, é o primeiro passo de um lançamento importante. Temos uma pauta, e pela primeira vez dois estados trabalham profissionalmente em um plano estratégico”.
 
Presidente da FIEMG, Flávio Roscoe destacou que grande parte do investimento total, em torno de R$ 56,5 bilhões, não é público. “Boa parte desse investimento, inclusive, é privado. Pedimos celeridade nas concessões, não se trata de investimento público. Uma pequena parcela do que falamos aqui é investimento público, mas não é nada que vai pressionar os cofres públicos. É apenas a melhoria da ambiência econômica e a agilidade do poder público em realizar as concessões e priorizar elas”. 
 
Veja, abaixo, os impactos econômicos e sociais por ano esperados para Espírito Santo e Minas Gerais com a viabilização do plano:
 
Investimento total: R$ 56,5 bilhões
 
Minas Gerais
 
Faturamento: R$ 60,3 bilhões
 
Renda: R$ 12,2 bilhões
 
Postos de trabalho: 47,1 mil
 
Impostos: 2,5 bilhões
 
Espírito Santo
 
Faturamento: R$ 16,8 bilhões
 
Renda: R$ 3,2 bilhões
 
Postos de trabalho: 11,5 mil
 
Impostos: R$ 675 milhões


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